existe sempre alguém ...passo e fico como o universo...
07
Nov 16
publicado por alemvirtual, às 18:53link do post | comentar

Era o dorsal 5575. Inscrita desde o primeiro dia para a 13ª MARATONA DO PORTO. Nome: Ana (Pinto).

 

Agora começa a estória...

Como todos sabem (ou facilmente se calcula) para correr a distancia de 42 Kilómetros tem de haver treinos e boa forma física (sem falar da psicológica). Quando algum destes ingredientes fundamentais falha, correr a maratona é pura loucura. Sou louca, mas nao tanto.

Concluí que não reunia as condições para a prova. Toda a noite hesitei, mas pela manhã, tinha sido esta a decisão: correr 15 Km (a primeira parte é comum aos dois circuitos, Family Race e Maratona).

Até aqui tudo normal.

Foi dada a partida. Cheguei atrasada, mas como costumo sair de trás, nem me importei. 

Corri. Corri ao meu ritmo e bastante satisfeita. Na rotunda da separação da Familiy Race para a Maratona informei que ficava pelos 15 Km.

Pisei o tapete da Meta da Family Race com o tempo de 1hora e 29 segundos. Recebi a medalha correspondente a esta prova e preparava-me para sair do recinto.

Aqui, este dia de descontração muda de figura.

Um senhor, com dorsal da Family Race, aborda-me e pede-me o meu dorsal da Maratona. Queria muito ir correr a Maratona - disse.

- Agora? - perguntei. Mas tem de voltar lá abaixo ao percurso.

Que sim, que sabia. Que ia. Queria muito fazer a Maratona.

Dei-lhe o dorsal sem pensar nem hesitar. Pois se eu não a corri, por que razão não há de outro atleta ter esse prazer?

 

Ainda não tinha dado dois passos e vejo o meu dorsal passar para a mão de uma jovem.

Estranhei e disse para ela: O senhor mentiu-me.

Que não. O senhor era o pai. Ela ia correr e ele ia com ela.

Ouço-o dizer: "Agora vou procurar outro".

Na minha idiotice (acho que não foi ingenuidade, mas pura estupidez) ainda acreditei na história.

Imaginava-os, pai e filha, num esforço conjunto a correrem o resto ds quilómetros até completarem a maratona. Burra!

 

Os "sarilhos" e a realidade impuseram-se quando quis levantar os meus pertences e não tinha o dorsal. Felizmente, a situação resolveu-se com a organização (por acaso, uma organização 5 estrelas).

Ao final do dia, pesquisei nos Resultados o número 5575 que é o MEU dorsal.

Confirmei as suspeitas.

Aquele dorsal (QUE É O MEU) não apresenta registo dos tapetes intermédios! Incorporou-se na parte final, provavalmente no último tapete antes da meta!

Qualquer pessoa pode não acabar uma prova, seja ela qual for. Mas fazer de conta que se quer correr e não o fazer (será mais adequado dizer "enganar"?), é uma atitude pouco digna para um atleta!

 

Estou chocada e escandalizada comigo própria! Devo pôr de lado, o princípio da sinceridade. Há pessoas honestas e outras que se valem da honestidade dos outros. Terá sido o caso? Apenas queriam a medalha e a camisola? Se não foi essa a intenção, desafio o senhor do dorsal da Family Race (EU SEI QUAL É O NÚEMRO E A ORGANIZAÇAO TAMBÉM), a explicar a razão de ter registado o n. 5575,  no checkpoint 4 o tempo de 3:49:30, no checkpoint 11 o tempo de 3:58:34 e nenhum registo entre eles, tal como se pode verificar nos Resultados.

 

Serviu-me de lição! 

(PS - qaundo escrevi este testemunho tinha colocado o número do dorsal abusivo, mas optei por retirar;)

 


01
Ago 16
publicado por alemvirtual, às 18:03link do post | comentar | ver comentários (1)

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Na realidade, nunca se pára de correr. Mais ou menos, rápido ou lento, regular ou esporadicamente, quem tem o "bichinho" da corrida consigo, nunca deixará de ser corredor. Nunca. Pois, até na mente se corre, mesmo quando as pernas não se movem (um pensamento para a minha rainha Margot).

 

Em Pombal, corri 10 Km em 54 minutos. Tive alguém que me acompanhou, quilómetro a quilómetro; incentivou quando as forças ameaçavam abandonar-me e repreendeu quando o ritmo oscilava. 

Chegaram 582 atletas à Meta, tendo eu obtido o seguinte resultado:

 

476 395 ANA PAULA PINTO individual Veterana F40 54:00 +23:50 05:24

 https://lap2go.com/pt/Event/prova-bodo-2016

 
Siga! 

22
Fev 15
publicado por alemvirtual, às 16:20link do post | comentar

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Só quem nunca se aventurou por estas serranias feitas de pedra e barro é que não conhece o vento agreste que corre para as bandas de Fátima.

O vento gela e agride. Anuncia-se com um sopro brando, mas depressa se agita furioso nos pastos e nos galhos frágeis das carrasqueiras. É preciso determinação para o enfrentar; olhá-lo de frente, sustendo o corpo e a dor... 

Determinação é o que não falta a corredores e caminheiros. Porém, muitas vezes, determinação não basta, porque o corpo submete a si, até a vontade mais férrea. Quando as lesões atacam, cada movimento arranca um gemido de dor, ou gritos agudos, verdadeiros urros como se de feras feridas se tratasse...

 

Hoje, 22 de fevereiro, correu-se o 16º Grande Prémio de Atletismo Eirapedrense, num dia assim, frio e ventoso. Cerca de 500 atletas, corredores e caminheiros não se deixaram intimidar pelo cinzento do céu, nem pela agitação das árvores. Pelas 10:30h foi dado o sinal de partida. 

IMG_5319.JPG

 

Organizado pelo Grupo Desportivo e Cultural de Eira da Pedra, Fátima, esta prova de atletismo vai na sua 16ª edição. É um percurso desafiante, que se desenrola no asfalto, em cerca de duas voltas "sobe e desce".

Excelente organização, com muitos colaboradores, forças de segurança e bombeiros; Ambiente acolhedor; Almoço-convívio digno de algumas estrelas Michelin (na falta de estrelas Asics ou Nike, Adidas, ou outra marca qualquer).

É uma prova que se recomenda e que espero não perder em 2016. Este ano, os dorsais 70 e 71 ficaram na linha de "Partida", mas o coração voou com os outros e na estrada ouviu-se também o eco dos nossos passos.

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(O 1º classificado quase a chegar à Meta) 

Estas são algumas das causas que nos impedem de correr...

1. Síndrome da banda iliotibial - É uma inflamação causada pelo atrito da banda iliotibial com a lateral do fêmur, e geralmente causa dores na lateral do joelho. 

Causas: aumento exagerado do volume de treinos; usar tênis muito gastos; falta de força nos músculos abdutores; desalinhamento nos joelhos e nos tornozelos; encurtamento muscular nos membros inferiores; diferença maior que 1 centímetro no comprimento das pernas.

2. Canelite - Inflamação no tecido que recobre a tíbia e provoca dores na canela.

Causas: aumento exagerado no volume de treinos; uso de tênis inadequado para o tipo de pisada ou muito gasto; falta de fortalecimento na musculatura da tíbia; pisada excessivamente pronada ou supinada; falta de alongamento nos músculos da panturrilha.

3. Fascite plantar - Inflamação da fáscia plantar — tecido que une o calcanhar aos dedos e serve para proteger os ossos do pé — que gera dores na sola.

Causas: aumento exagerado no volume ou intensidade de treinos; uso de tênis gastos ou com pouco amortecimento; excesso de peso; pés chatos ou com pronação e supinação excessiva.

4. Tendinite no tendão de Aquiles - Inflamação no tendão que liga o músculo da panturrilha ao calcanhar.

Causas: falta de repouso entre os treinos; aumento exagerado no volume ou intensidade do treinamento; excesso de peso; falta de força ou de alongamento na musculatura dos membros inferiores; pronação ou supinação excessiva.

5. Fratura por estresse - Microfraturas que ocorrem por causa do desgaste ósseo, geralmente acontecem nos pés, na tíbia e no fêmur.

Causas: correr em pisos muito duros ou irregulares; aumento excessivo do volume de treinos; fadiga muscular; usar tênis muito gastos; rigidez nos tendões; idade.

6. Distensão muscular - É o rompimento das fibras musculares, ocorre principalmente na panturrilha e nos músculos da coxa.

Causas: sobrecarga nas atividades de alta intensidade; fadiga muscular; falta de flexibilidade; desequilíbrio de força muscular; postura incorreta durante a corrida; idade.

7. Condromalácia patelar - Dor no joelho provocada pelo atrito entre o osso do fêmur e a patela. Acontece quando a cartilagem patelar não está em perfeitas condições.

Causas: aumento excessivo do volume de treinos; correr sempre em pisos duros; falta de alongamento e fortalecimento muscular dos membros inferiores; excesso de peso.

(Fonte: extraído de matéria publicada na Revista O2, edição 104, dezembro de 2011)

 

Em breve, tenciono voltar a correr...

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25
Nov 14
publicado por alemvirtual, às 23:03link do post | comentar

("Eu já sabia que não ia para casa." - disse-me no dia do seu aniversário quando, supostamente teria alta hospitalar).

Não te trouxe para casa, naquele dia. Ficaste lá. Apenas o teu corpo. E esse levei-o para Constância. A tua alma fugiu para o céu. Mas tu sabes... todos os dias vens para casa comigo. Estás sempre em casa. Trago-te sempre para casa. Queria dizer apenas dizer isso...

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10
Set 14
publicado por alemvirtual, às 22:29link do post | comentar

A chuva chegou. Não branda como morrinha, nem suave como cacimba quando o Tejo se perde em brumas sem cor. Os novelos arredondados e escuros, que pairavam altaneiros até onde os olhos alcançam, desfizeram-se em chuva. Como fenda em muralha num crescente de evasão arenosa.

A chuva chegou. Logo, assim, sem avisar. Intensa e intempestiva. Bátegas grossas fustigaram as ruas da cidade e os campos em redor. O dia adquiriu aquele tom cinzento escuro, como se o sol já não fizesse parte do meu mundo.

A chuva chegou. Empapou os trilhos e encheu poças. A chuva chegou e eu fiquei feliz. Eu e os pardais que vêm beber aos charcos. Chlireiam e agitam-se em danças saltitantes. Como eu. Como o treino iniciado numa réstia de luz e terminado noite escura, sem estrelas,nem archotes celestes.

Sentia o bafo quente e húmido da Terra como se ela e eu transpirássemos em uníssono. A Terra sequiosa da água bendita e eu desejosa de bendizer alto, gritar bem alto, a felicidade de uns passos de corrida.

Choveu. Corri. Estive feliz. Hoje sinto-me leve e solta. Quem sabe, amanhã poderei ser mais um pardalito saltitante...

 

(O ritmo? Pois... entre os 5´10; 5´30. Abaixo dos 5´só mesmo curta duração. )

 

 

 

 

 

 

 


14
Abr 14
publicado por alemvirtual, às 14:06link do post | comentar

Particar desporto é saudável para o corpo e para a mente. Esta é uma verdade indiscutível. Também outra verdade é que a prática de desporto acrescenta valor à pessoa e à sociedade. Contribui, de forma inequívoca, para a adoção de hábitos de vida saudável, para a prevenção de comportamentos de risco e para a melhoria geral do desempenho individual.

 

Se existem modalidades desportivas bastante divulgadas e com crescente participação, existem outras, emergentes mas que, pouco a pouco, irão adquirindo a projeção merecida. Powerlifting é uma delas. Embora tenha surgido nas décadas de 1950/60, só em 1972 surgiu a primeira federação reguladora do desporto - International Powerlifting Federation — IPF e em 1973, o primeiro capeonato mundial oficial.

 

Powerlifting é uma modalidade de levantamento de pesos em barras, sob três formas diferentes: o agachamento (o atleta põe a barra na altura dos ombros e baixa-se até quebrar um ângulo de 90° nos joelhos, voltando a reerguer-se); o supino (deitado num banco, retira a barra dum suporte, desce-a até aos músculos peitorais; em seguida, reergue-a até a extensão dos cotovelos e coloca-a no suporte); e o levantamento de terra (ou peso morto), em que uma barra com pesos é colocada no chão. O atleta baixa-se, agarra a barra, e eleva-a até que as pernas e costas estejam retas e na posição vertical, e o peito levantado. O barra é então devolvida ao chão de uma forma controlada.

 

Os atletas podem fazer três tentativas em cada prova para levantar a maior carga possível e o que tiver maior somatório no total é o vencedor.

 

Em janeiro de 2011, as categorias (IPF) foram reestruturadas, sendo reduzidas para oito categorias femininas e nove categorias masculinas, a saber:

  • masculino: até 59 kg, 66 kg, 74 kg, 83 kg, 93 kg, 105 kg, 120 kg e acima de 120 kg
  • feminino: até 47 kg, 52 kg, 57 kg, 63 kg, 72 kg, 84 kg e acima de 84 kg


Categorias e Divisões da WPC (AWPC, full Meet, Bench Only, Deadlift Only, EQ, Raw, SP): Open; Junior 20-23; Teenager 13-15;16-17;18-19; Submaster 33-39   Master40-44         45-49        50-54        55-59       60-64        65-69       70-74       75-79       80 up

 

  • http://www.worldpowerliftingcongress.com/ 

Realizou-se, ontem, dia 13 de abril o Campeonato Nacional de Powerlifting Raw em Coimbra, com cerca de 45 atletas (femininos e masculinos), entre alguns estreantes e outros de currículo longo e invejável, com vitórias em anteriores competições europeias e mundiais. De Vila Real, veio a equipa Ursus Strongteam, patrocionada pelo AcMatrix Ginásio, com dois atletas: Adolfo Caldeira, 24 anos, natural de Vila Nova da Barquinha, estudante na UTAD, de Línguas e Relações Empresariais e Bruno Teixeira, 20 anos, natural de Chaves e igualmente estudante na UTAD de Ciências do Desporto. Após um longo dia de provas, os resultados foram bastante positivos:

 

Adolfo Caldeira: 3º Classificado - Open - (-82,5kg): Squat - 145 Kg; Bench Press- 105 Kg; Deadlift - 165 Kg; Total 415Kg
Bruno Teixeira: 1º Classificado - Junior - (-82,5kg):
Squat - 145kg; Bench Press - 95kg; Deadlift - 195kg; Total: 435kg

 

 

 

 Adolfo Caldeira - Squat

 

 

 Bruno Teixeira - Deadlift

Parabéns pela excelente prestação!

 

Estes jovens (e muitos outros) representam o que de puro, saudável e solidário ainda existe na natureza humana. Se a força do corpo é inegável, a força do espírito é arrebatadora. São presistentes, esforçados, determinados. Estudam, trabalham e treinam. Não bebem. Não fumam. Não cometem excessos. Vivem com a mente aberta e o coração escancarado. São solidários entre si e com os outros. São humanistas e defensores de causas sociais e das franjas mais frágeis da sociedade. Honram em cada dia, o esforço das famílias para que estudem longe de casa, desejando que a sua fomação académica contribua para a melhoria de vida. São exemplos a seguir. São testemunhos que agradecemos.

 

Bem hajam. Foi uma honra acompanhar-vos.

 

 


03
Jan 14
publicado por alemvirtual, às 11:42link do post | comentar | ver comentários (3)

(IV Encontro de Bloggers em 2011 - Constância)

 

Nada como marcar simbolicamente momentos.

No 1º dia deste ano, recomecei a correr. Nada mais que uns quantos quilómetros, arrastada pelo meu super-cão. Muita chuva (que eu adoro sentir no rosto), sem ritmo constante (mercê das puxadela do Dharma), mas com uma certeza: recomeçar. Por motivos vários, a corrida ficou para último plano (se é que existe um plano último quando pouco ou nada se faz...).

 

Sinto falta dela: física, psicológica e emocionalmente. Claro que as "pedaladas" também me agradam, mas correr é a única atividade que me proporciona uma sensação de liberdade indescritível. Cada passo no campo, ou cada eco no asfalto liberta a alma e permite a catarse que necessitamos, mas nem sempre conseguimos.

 

"Porque corres?"

Apenas, porque sim.

 

 

Toda esta "conversa" para chegar ao título do post, que afinal é a razão principal deste reativar o blogue. Será que poderíamos dar continuidade ao Encontro de Bloggers? Deverá ser a sua VI Edição... Confirma-se? (A V deverá ter ocorrido em Condeixa em 2012)

 

O Grande Prémido da Páscoa de Constância realiza-se dia 20 de Abril. Poder-se-ia seguir mais um Encontro de Bloggers. Que acham da sugestão?

 

Quem alinhava?


03
Jun 13
publicado por alemvirtual, às 23:45link do post | comentar

Começando pelo fim...

 

Organização - Excelente

Condições e infraestruturas - Excelentes

Colaboradores e Apoios - Excelentes

Abastecimentos - Excelentes

Sinalização e Segurança - Excelentes

Percursos, trilhos e single track´s - Excelentes

Almoço e confraternização - 5 Estrelas!

 

Enfim...tudo excelente, ou não tivesse o Grupo Cicloturismo Barquinhense a sua marca neste evento!

 

Para os dois percursos de 25 e 50 Km contou-se com cerca de 160 atletas. Manhã de sol atrevido, num céu limpo e de azul intenso, antevendo-se, desde cedo, o "braseiro" que seria a tarde... Nada que assustasse os participantes e que a fesquidão de muitos trilhos atenuou. Entre madressilvas floridas, alecrim e poejo, subiu-se, desceu-se e rolou-se descontraidamente; poder-se-ia apelidar este passeio de "Rota dos Aromas".

Quanto a mim, que pouca experiência tenho nas "pedaladas" não hesito em o eleger como um dos passeios mais agradáveis para pedalar e desfrutar da traquilidade e beleza que a Mãe Natureza oferece; recomenda-se a todos, iniciantes e "pedais de fundo".

Os locais selecionados são soberbos em termos paisagísticos (nomeadamente a Quinta do Marquês, os campos de aveia e malmequeres, ou as manchas de pinhal bravo, exalando aquele aroma a resina e caruma, que as temperaturas de verão intensificam) e os trilhos mais técnicos são equilibrados. Descobre-se ainda uma vida animal diversa, que se surpreende num voo fugitivo, ou numa corrida desenfreada até ao abrigo mais próximo; E aquela que não se vê, ouve-se e tenta-se adivinhar...

Sem dúvida, este foi um evento que aliou de forma sublime o Desporto e a integração na Natureza.

 

Há muito tempo que não partilho sentimentos e emoções despertados em eventos desportivos. Não que os esqueça tão facilmente que impeça  o seu registo. Não que...Não. Apenas ando a "correr" por outros motivos. Como todos. Ou pelo menos, como alguns. Aqueles que teimam em manter-se vivos porque a "inatividade pertence ao túmulos"; ainda que escapem desabafos do género "estou de rastos". Melhor, "Estou a deixar rastos", marcas e  memórias que, um dia dirão por mim, "Sim. Ela esteve aqui".

 

 

 

 


30
Abr 13
publicado por alemvirtual, às 20:08link do post | comentar | ver comentários (1)

Há dias especiais. Há dias perfeitos. Há dias que, de tão perfeitos e especiais se tornam dias inesquecíveis.

"Almourol à Vista" aconteceu num dia perfeito e marcou um dia especial. São estas marcas gratificantes que permanecerão na memória e suavizarão os olhares do passado, quando num futuro (próximo ou distante) os "pedais" jão fizerem parte do dia-a-dia, ou as sapatilhas se descobrirem arrumadas a um canto e gastas pelos trilhos percorridos, ou as distâncias vencidas.

 

Se a descoberta do "mundo da corrida" me revelou um "novo mundo", aquele mundo sonhado de "ninguém ficar para trás", o "mundo dos pedais" foi a sua confirmação. A solidariedade é possível; a entre-ajuda é real; a felicidade pelo sucesso do outro é genuína.

Corridas e pedaladas concretizam o imaginário, quase não ousado, e o utópico raiando as franjas do transcendente, de que o ser humano é por natureza bom e gregário. A competição connosco mesmo leva-nos a limites de capacidades desconhecidos e a superação de dificuldades, julgadas limitadoras. A própria vida se encarrega de nos darmos a conhecer, intimamente, numa relação do "eu com o próprio eu" que alguns consideram eterno desconhecido...

 

E como se fossem precisos mais testes... Testo-me, agora, em outra modalidade. Sem outras pretensões além da fruição do prazer em murmurar "eu sou capaz". Como sempre. Como antes. Importa somente viver, sentir e sonhar.

 

No meu "posto de comando" (como gosto de lhe chamar) gritei inúmeras vezes "Parabéns! Boa prova! Força! Está quase!". São estes e outros estímulos que nos incentivam a progredir. São estes estímulos que gosto de ouvir, quando o suor, por vezes, o sangue de uma queda, ou as quase lágrimas do esforço, ameaçam dominar.

Não pedalei no "Almourol à Vista". Eles partiram e eu fiquei, mas um pouco de mim, pedalou com cada um deles...

 

 


29
Abr 13
publicado por alemvirtual, às 18:18link do post | comentar

Domingo, 28 de abril, Vila Nova da Barquinha

 

Organizado pelo Grupo de Cicloturismo Barquinhense decorreu a 6ª Edição do "Almourol à Vista", um Passeio/Maratona BTT com o Tejo e as suas margens  como cenário.

 

Como todos os apontamentos das provas em que participo, este não é um relato técnico nem profissional, mas o testemunho pessoal de uma recente amante da modalidade. Escapa-me, ainda, a terminologia própria, aquela linguagem específica que os "mais entendidos" adotam, pelo que os conceitos empregues podem não corresponder ao significado mais correto; são estes ruídos comunicacionais que deverão ser justificados face à imaturidade da prática.

Como em todas as provas, também nesta predomina a emoção de "estar aqui" e não a objetividade em si...

 

E nada melhor para começar, que recorrer às palavras com que, por hábito, se costuma terminar... Parabéns! Parabéns à organização. Parabéns aos voluntários. Parabéns aos colaboradores e apoiantes. Parabéns aos participantes. O evento trouxe vida, cor, alegria e desportivismo à região. Reforçou a capacidade organizativa e a mobilização de recursos e "boas vontades" de um pequeno (grande) clube. Foi (é em cada ano) um contributo para a afirmação da região, deste território tão encastrado nas margens do Tejo, no panorama dos desportos (e do Turismo) em Natureza. Fomenta o prazer da vida ao ar livre e da adoção de hábitos saudáveis. Promove o desporto, o respeito pela natureza, pelo ambiente e seus ecossistemas. Por um dia de grande valorização pessoal, bem hajam.

 

Cedo, bem cedo se abriram as portas do Secretariado da prova nas Piscinas Municipais da Moita. Dorsais levantados. Bolinhos, café e sumo tomados. Atletas alinhados e soa a partida.

Foram cerca de 600 os que se distribuíram pelos percursos de 35 ou 70 Km. Com um grau de dificuldade média, atribuído pela organização, partiu-se à descoberta (sim, que em cada ano, há sempre um trilho diferente) do verde e do azul...

Trilho da Azenha... com o canto da água do regato e a fresca sombra dos vales...

Trilho dos Pinheiros...com o aroma da caruma e o abraço das copas...

Trilho do Castelo...

Trilho da Água...

Trilho dos Espargos...

Trilhos, trilhos...pontes...escarpas...e...estradões...

 

 

 

 Autoria Pedro Gonçalves

Autoria (Desculpem, mas nãome lembro)

 

 E claro, de Carlos Vitorino!

 

Fotos, milhares de fotos em

 

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