existe sempre alguém ...passo e fico como o universo...
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Out 07
publicado por alemvirtual, às 08:19link do post | comentar

 

Todos os dias, a tia canta para ti, junto da tua sepultura - embalando o vazio em carícias tantas vezes tocadas-  um fado em jeito de canção de embalar.

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Conta  a lenda de uma alga pequenina que, deixada na areia da praia, se transforma numa menina. Tu és a nossa menina, a nossa alga pequenina que ganhou vida, a nossa estrelinha caída na Terra...

Tu és, agora, um brilho acrescido no céu, a  pequena alga que o mar reclamou...

Mas nem o céu, nem a terra, nem as profundezas do mar roubam de nós a recordação do teu rosto de boneca.

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Há vários dias que não consigo treinar. Nem um só metro a correr. Mas tenho um plano de corridas a cumprir e gostaria muito de o concretizar...sem treinar? Falta-me a tua força. O mar era um plácido  lago, perante a intensidade e a tua força de viver.

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Convido-a a ler http://omurodaslamentacoes.blogs.sapo.pt/246323.html; se concordar com a minha opinião, assine, por favor.
gmsmc a 11 de Outubro de 2007 às 09:15

Paula, os teus últimos textos (e fotos) aqui no blog deixados têm-me deixado... em silêncio, sem saber que palavras dizer sem soarem ocas e inúteis ou até inadequadas e inoportunas, mas tenho sempre estado aqui a ouvir-te quando tu queres "falar".

Hoje, também não vou dizer grande coisa (ou tavez o seja). Deixo um poema de Isabel Lamas, feito canção pela música e voz de Carlos Vidal, e sobre o qual há uns 4 anos atrás apanhei a Maf na cama a chorar quando a tinha deixado a ler, e ao perguntar-lhe o porquê, ela pousa o livro e com os olhos cheios de lágrimas diz-me a soluçar baixinho como um adulto:

- é que esta história, mãe, é tão triste ..... (6 anos tinha ela nessa altura)

Falei-lhe da vida, do que não podemos ter, do que parte para estar melhor, mesmo que longe de nós, mesmo que o nosso egoísmo preferrisse que ficasse só connosco: Fiz-lhe ver que há coisas que para o seu bem e estarem melhores, não podem estar aqui na nossa mão, estarão melhores lá longe, e mesmo assim estão lá! Continuam nossas! São nossas, são do mundo.

Não sei se percebes o que quero dizer, se compreendes ou se acharás disparatado e despropositado. Mesmo correndo esse risco, deixo-te este doce e maravilhoso poema:

A Lua

Subi ao céu
Sem ninguém ver
E trouxe a Lua
Para a esconder
Queria guardá-la
Só para mim
Dar-lhe miminhos
Beijos sem fim

Olhei para ela
Estava a chorar
E então fui pô-la
No seu lugar
Agora à noite
Olho para o céu
Sorri-me ela
Sorrio-lhe eu.

-------------

Paula, descrente de tanta coisa como sabes que sou, numa coisa acredito:

A Margarete está lá no céu a sorrir-te, e vai querer ver-te sorrir também! A sua força está contigo Paula, trá-la tu dentro do teu peito, não a sentes?

Um beijinho Paula
e quando quiseres, para o que quiseres, ... sabes onde e como me encontares

Ana
Ana Pereira a 11 de Outubro de 2007 às 22:57

olá Ana.

Bem sei onde te encontrar, mas tu sabes que o dia-a-dia não nos deixa, muitas vezes, tempo para procurarmos e estarmos com os outros. Ou talvez, haja tempo, mas damos prioridades a coisas, como a lavar a roupa, a casa, as compras... Só o pensamento não precisa de tempos prórios nem prescinde da existência. Aparece e instala-se. Passo os dias a pensar nela, seja o que for que esteja a fazer.
Quanto mais o tempo passa, mais difícil está a ser. As saudades são muitas, as recordações acompanham-nos e a angústia da sua ausência atormenta-me. Estou, como sabes ou imaginas muito sozinha aqui. Não tenho família nem amigos.Os dias são vividos com muita tristeza e as noites não são melhores. Ainda bem que existem umas ajudinhas brancas para engolir com um copo de água. Só essas nos quebram a torrente de recordações. No outro dia, recomeça tudo de novo. É um dia a mais que eu enfrento e um dia a menos que ela viveu. A calma com que enfrentei os seus últimos momentos está a evaporar-se. Sinto que, se calhar, não fiz tudo quanto podia, sinto que fui eu quem acelerou a sua partida porque não a conseguia ver sofrer.

Sabes, ela costumava dizer-me` Ó mãe, tu és muito à frente!". Ria-se e brincava com essas palavras quando dizia que te escrevia ou que tínhamos combinado treinar juntas (só aconteceu um dia e por acaso foi na manhã em que ela começou a regredir...a deixar de ver). Era uma miúda fantástica, sem maldade alguma e com a simplicidade das pessoas sinceras. Ficava orgulhosa das minhas corriditas e das nossas provas em conjunto (eu e tu). Gostava muito de te poder dizer "Ana, vem treinar comigo" para lhe ouvir de novo a sua voz "ó mãe, tu és muito à frente".

Queria imprimir umas camisolas com a carita dela para participar nas próximas provas. Para os outros pode ser apenas "folclore" mas para mim teria muito significado. Queres que faça uma para ti?

A Maf também era para ela uma pessoa especial. Existem 3 "jovens" especiais e a quem ela adorava (além do manucho , claro): a Maf , a Paulinha e a Daniela. Eram relações especiais.
Um beijinho
alemvirtual a 12 de Outubro de 2007 às 09:15


Que linda que a nossa menina estava no dia do casamento! Eu bem digo, que ela, noutras vidas já foi uma deusa ou até mesmo uma princesa...
Onde estará ela neste momento? Será que nos está a observar ou a divertir-se? Cá para nós... deve estar a viajar pelas lojas no céu e a ver filmes comendo pipocas ou chocolates!!!!! Pelo menos, era o que eu faria se tivesse na sua situação (que hei-de estar e de a encontrar).
O blog está mágico... fantástico!
Anónimo Misterioso a 17 de Novembro de 2007 às 17:33

Penso que sei quem é. Com tanta ternura pela Margaret, só pode mesmo ser a pessoa que penso. Mas isso também não é muito relevante. Que ela é e será sempre a nossa Luz, a nossa Estrelinha, tenho a certeza.
Que eu preencha o vazio...pois, isso é outra coisa. Faço o que fazia, mas nada é igual. Só que tento disfarçar, tal como disfarcei ao lomgo da vida tanto medo, tanta angústia. Tenho saudades dela.
Era (e é) linda. Linda por fora, linda por dentro. Um ser assim, nunca deveria ter partido, ou talvez (isso é o mais certo) ela nunca tivesse pertencido a este mundo.
Venha sempre. Adoro quando alguém fala da Margaret.
Paula
alemvirtual a 17 de Novembro de 2007 às 20:49

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