existe sempre alguém ...passo e fico como o universo...
27
Jun 07
publicado por alemvirtual, às 13:54link do post | comentar | ver comentários (3)

 

  

Aceito encomendas de trabalhos em madeira, vidro ou cerâmica, decorados recorrendo à técnica do guardanapo.

Eis alguns exemplos ( tenho mais)

Quem estiver interessado, envie mail para paula_s_pinto@hotmail.com a fim de se combinar o modo de entrega ou facultarem o endereço para envio através dos CTT (os portes variarão consoante a dimensão da encomenda)

Obrigada

Paula

 

 

 

 

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Caixa em madeira, papel veludo na base, bondex interior; dimensões 19,5 cm x 15,5 cm x 6,5 cm ( 15 €)

 

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idem,  21,5 x  16,5 x 8 cm, com aspecto envelhecido (17 €)

 

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10 €

 

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10€

 

 

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35 x 21 x 10 cm  (23€)

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10 €

 

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23 €

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telha antiga (mesma técnica)

 


22
Jun 07
publicado por alemvirtual, às 08:45link do post | comentar | ver comentários (8)

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É bom, é salutar estabelecermos objectivos e tentar cumpri-los, claro! A vida tem que ter objectivos. A vida deve ser preenchida, em todos os campos com objectivos. Estes, desde que sejam exequíveis fazem-nos "mover" e, quando alcançados, dão-nos aquela sensação de prazer, de conquista de mais uma etapa. Se, por acaso, não os conseguirmos concretizar, não podemos esmorecer. Estabelecem-se novos objectivos, reformulam-se os iniciais e ...caminhamos em frente...

Caminhamos ou corremos...

Eu quero ir correr...nas Fogueiras.

Noite de Santo António...Aconteceu há pouco tempo no calendário, mas há uma infinidade na minha vida.

Era criança.

Nas ruas da vila, em cada canto, acendia-se uma fogueira, após a passagem da procissão.  As colchas ainda à janela, as velas e lamparinas nos umbrais e parapeitos, as bandeirinhas coloridas, emprestavam um ar exótico e surreal ao meu olhar de menina.

O cheiro intenso a alecrim e rosmaninho, que se libertava em serpentinas ondulantes das fogueiras crepitantes, sobrepunha-se ao acre do fumo que inundava o ar. Lacrimejava, mas queria ver e sentir bem perto aquele fogo efémero, na noite mágica de Santo António, nosso Padroeiro.

As jovens, queimavam alcachofras ao Santo e depositavam-nas nos altares improvisados, com uma prece nos lábios. Eram as moças casadoiras.

A tradição mandava saltar a fogueira. Era preciso coragem. Rapazes e raparigas numa alegria contagiante, saltavam sobre as labaredas...pareciam alucinados, possuídos de um qualquer frenesim místico...desafiavam medos e as chamas. Saltavam e voltavam a saltar... a fogueira continuamente alimentada por mais ramos perfumados.

A pequena fogueira parecia um fogo imenso. Agora, olho para trás e penso que nada do que surgia a meus olhos era real. Na minha pequenez e nos meus verdes anos, tudo parecia enorme e misterioso.

Eu também queria saltar a fogueira. Rondeia-a pacientemente. Aguardei que a alegria efusiva daqueles momentos acalmasse no sangue pulsante da juventude.

Estava moribunda...as línguas de fogo tinham-se extinguido...uma ténue cor alaranjada permanecia naqueles raminhos cada vez mais escuros e calcinados...o aroma, esse inundava ainda o ar...permaneceria ao longo da noite...noite cerrada, em céu de veludo...

Fechei os olhos...uma lágrima ardente ainda rolou...não respirei. Sustive o ar para não deixar fugir a coragem.

Saltei.

Muitos anos após, quero correr  ao lado das fogueiras. Já não me assustam.

Continuam a fascinar-me pela cor que emprestam à noite e pelo perfume que, em nuvens, deixam no ar... 

Levarei comigo recordações, memórias felizes dos tempos de infância.

Perder-me-ei na noite. Guiar-me-ei pelas chamas. Correrei no presente uma noite guardada nas folhas amarelecidas do tempo passado...

Desafio à Sandra, minha amiguinha recente:

Queres vir comigo à Corrida das Fogueiras?


13
Jun 07
publicado por alemvirtual, às 10:27link do post | comentar | ver comentários (3)

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Não levei "o sol na algibeira", mas levei o sol comigo. O meu sol. Caminhou a meu lado e o dia ficou  iluminado embora as nuvens cobrissem o céu.

No imenso tapete verde do Parque da Paz ela sentou-se e eu corria e ela sorria e eu sentia-me em paz com Deus e com o mundo...

O meu sol tem sorrisos e o dia parecia sorrir...

 

Foi num final de tarde, num dia continuamente triste e escuro...O calendário diz-nos que o solstício de Verão está para breve, mas as temperaturas baixas e a chuva sem tréguas  parecem desmentir este acontecimento.

Há momentos em que o cansaço é grande, mas a necessidade de quebrar rotinas é ainda maior; sobretudo quando a rotina nos obriga a deslocações diárias casa-hospital. Os dias ficam inteiramente preenchidos com esperas e angústias. Os rostos em redor estampam na pele a cor amarelada da doença, os olhos reflectem o conformismo de quem baixou os braços. A única paisagem que se vislumbra são aparelhos e instrumentos que desconhecemos...mostradores digitais, alarmes sonoros, agulhas e fios...a multidão que nos cerca, não é a da cidade, em massa colorida e anónima, mas uma uniforme brancura à qual já se atribuem nomes.

Uma vontade imensa de ruptura com este ambiente, seus sons e seus cheiros que se impregnam na pele e na  alma, impele-nos e fechamos os olhos ao cansaço.

Urge mudar.

Onde ir? Para onde ir? Não há fuga e não é fuga. É sobrevivência, talvez uma fuga ou uma pausa momentânea, sim.

Nós não fugimos. Ela não foge. Levanta-se e sorri.

- Vamos. - diz-me.

E fomos. Ao encontro lenitivo do Parque da Paz.

Encontrei rostos conhecidos. Companheiros do mesmo clube, treinando...cada um ao seu ritmo. E nós fomos, apenas, mais dois seres naquele refúgio da cidade.

O dia para mim era de sol. Tudo estava iluminado. Ela sentada na relva fofa, sorrindo e eu correndo às voltas...senti-me pertença daquele espaço e confundi-me com a Natureza. O aroma húmido da caruma envolveu-me e o verde intenso coloriu-me. Já não sabia quem era. Talvez mais um elemento daquele quadro singelo...Creio que esvoaçei...

O tempo não conta. Contam as emoções vividas, os sentimentos sentidos, as memórias que perduram. Uma esperança imensa, avassaladora tomou de assalto a minha alma.

- Vamos. - disse-lhe eu.

- Não corres mais? Tens que treinar para os 30 Km. Vou estar em Portalegre com megafones a anunciar a campeã e com faixas e t-sirts com a tua cara.

- Hoje já corri o suficiente. Sorri.

Lentamente tomámos o caminho de regresso. Iríamos continuar a nossa outra corrida.

 

"Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!"

Cântico negro - José Régio

 

 

imagem retirada de:i5.photobucket.com/albums/y170/Nimby33/Alfred...
 

 


10
Jun 07
publicado por alemvirtual, às 19:35link do post | comentar | ver comentários (5)

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades (algumas...)

 

No Campo de Santa Clara, protegidos da chuva fria e inusitada deste inconstante mês de Junho pela imponência do Panteão Nacional, aguardávamos o início do XIII Grande Prémio de Atletismo - Corrida da Liberdade de S. Vicente de Fora.

Correu-se sob a égide da Liberdade, em ruas com história, num dia com história... correu-se nas íngremes e velhas estradas da Lisboa antiga... da "Lisboa de outras eras, dos cinco réis, das esperas e das touradas reais..." da Lisboa do cheiro a manjerico, dos vasos e grinaldas à janela, dos becos e recantos engalanados para os populares arraiais, em vésperas do Santo Padroeiro. O Santo Casamenteiro, o venerável santo português ou de Pádua (dirão alguns...). Quase em noite de Santo António, já se erguem os altares, já se acendem os fogareiros, já cheira a sardinha assada fumegante numa fatia de broa...  

 

Hoje, pelas páginas escritas a pedra da nossa história, embrenhámo-nos no passado de Lisboa, subindo e descendo ao sabor dos caprichos das ruelas. Recordo-me da Rua do Sol à Graça que subi e da Rua da Voz do Operário que desci...das pessoas com roupa domingueira às portas da Igreja de S. Vicente de Fora...(mais um monumento que somei aos que ainda desconheço).

Difícil esta prova. Curta mas exigente.  Nós, povo de "peito ilustre lusitano", não esmorecemos. Foram 3 Km de prova para os Veteranos. Até o sol apareceu envergonhado. Não querendo ficar atrás do esforço desumano de quem a seus pés desafiava a inclinação de uma das sete colinas da Princesa do Tejo, deixou o esconderijo das nuvens brancas e brilhou com todo o seu esplendor.

No dia que celebra o poeta do Amor, o poeta da exaltação dos épicos feitos do passado, celebrou-se o encontro das gentes francas e simples em resposta ao "convite" da Junta de Freguesia de S. Vicente de Fora.

 

Não cantámos Camões, mas sem dúvida que honrámos o bom nome de Portugal. Sim. Honra de pequena expressão, é certo, mas as pequenas obras também são obras valorosas. Aqui, no Campo de Santa Clara houve fraternidade e um convívio salutar.

Eu gosto das "pequenas" corridas. Não falo de distâncias, mas de coisas singelas e simples...para mim, há grandiosidade na sua pequenez. São estas as que mais me agradam.

 

"Sereia pequenina que Deus guarda ao pé do mar". Hoje, fui uma pequena sereia que, saltando das vagas brandas do Tejo, correu nas ruas da cidade.

 

Ao meu clube, "obrigada". Só vós sabeis como isso foi importante para mim.

Trouxe comigo, para memória futura, um troféu correspondente a um 2º lugar no Escalão I de Veteranas.

 

O Panteão

 

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A Partida

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Os Prémios

 

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Eu e um companheiro que, embora já tendo realizado a sua prova, quis juntar-se aos "velhotes" e acompanhá-los, incentivando e apoiando com um entusiasmo incrível (Obrigada Fernando)

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A minha "chefe", como eu lhe chamo. Fui buscá-la depois de a ter "abandonado" uns minutos antes. Obrigada Adelaide pelo teu apoio incondicionável e pela tua compreensão

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Os eléctricos antigos, nas ruelas estreitas

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Um arco sob a estrada: Mosteiro de S. Vicente de Fora. Ao longe, o Tejo...sempre o Tejo aos pés de Lisboa

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O jardim sobranceiro ao local de partida - Campo de Santa Clara

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Painel de azulejos à entrada do Clube do Sargento da Armada 

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04
Jun 07
publicado por alemvirtual, às 17:44link do post | comentar | ver comentários (5)

 

Sinais

 

Há algum tempo que sinto necessidade, quase uma obrigação, de escrever sobre as campanhas de sensibilização que proliferam com a chegada do Verão sobre o “uso e abuso” do sol. São campanhas que alertam para os perigos à exposição solar em horários inadequados e para a necessidade de uso de protector.

Sempre que entro numa farmácia, lá está um folheto informativo patrocinado por uma qualquer marca de cosméticos…são avisos nos meios de comunicação social…são entrevistas a médicos da especialidade….

Tudo isto está muito certo, mas quanto a mim, insuficiente. Claro que a minha opinião é meramente pessoal e baseada na experiência vivida. Não possuo formação clínica, apenas alguns conhecimentos que fui adquirindo, via da doença que nos “bateu à porta”. E é por isso que volto a afirmar: as campanhas são insuficientes pois não referem claramente os riscos, melhor dizendo, os riscos não deixam antever a gravidade da situação.

Falar em cancro da pele (para maioria da população que não tem formação na área da saúde), parece algo muito ligeiro, ou não será a pele superficial? Assim pensava eu. Nunca imaginei que o cancro da pele, na sua pior “versão” dá pelo nome de Melanoma Maligno e é apenas o tipo de cancro de pior prognóstico! Parece não assustar tanto como “cancro dos pulmões” ou “cancro da mama”…mas é uma das mais terríveis formas de doença oncológica.

Não vou escrever sobre isso, pois existem vários sites em língua portuguesa ou inglesa com ampla informação nesta matéria.

Quero reforçar contudo a ideia de que “cancro da pele” é grave, muito grave e não é facilmente curável (apenas pode ser nas fases iniciais da doença, se for melanoma). É um tipo de cancro com alto índice de mortalidade, para o qual não existe tratamento a não ser a cirurgia quando é operável ou quando as suas metástases se localizam em órgãos operáveis ou sensíveis a tratamentos sistémicos como a quimioterapia ou localizado como a radioterapia.

Ainda assim, tudo pode falhar…

 

A minha filha tem melanoma maligno cutâneo. O melanoma já teve recidivas e espalhou-se em metástases…

 

Ela não se enquadra no perfil do “grupo de risco” tão divulgado nas campanhas de sensibilização:

Não tem pele clara.

Não tem sardas ou muitos sinais (contudo teve um que se está a revelar uma ameaça de morte)

Não tem antecedentes familiares com historial de melanoma.

Não fazia exposições ao sol.

Usava protector solar.

Ia à praia pela manhã cedo ou ao final do dia.

 

Assim, prevenir é muito mais que cumprir os cuidados recomendados. Ela cumpria-os.

Um dia, nos seus 19 anos apareceu-lhe um sinal na face…era bonito, regular e preto. Ficava-lhe muito bem.

Com o passar do tempo, o sinal alterou a cor, forma e tamanho. Eu pensava que apenas estava “feio”. Nunca imaginei que para além do factor estético (que não era nada de especial, pois continuava bonita mesmo com o sinal mais “gordo”) pudesse haver perigo de vida.

Quando fez a excisão do sinal, soube o diagnóstico: melanoma maligno. Mas nem assim eu podia imaginar o dramático que viria a ser este resultado. Com o passar do tempo, percebemos que era uma sentença.

 

Que a minha ignorância na matéria, da qual resultou o drama pessoal que vivemos, sirva para alertar outras pessoas e impedir que situações semelhantes se repitam.

Não descurem os sinais. Não descurem os conselhos médicos no Verão, mas pensem que poderão ser insuficientes. Só uma intervenção atempada poderá evitar grandes sofrimentos. Não façam como eu. A mim, nunca ninguém me disse o que, hoje, digo a quem quiser perder uns minutos a ler estas linhas. Como eu lamento não ter sabido a tempo. Como eu me arrependo de ter tardado uns meses. Como eu maldigo a ignorância que tinha.

Não descurem a vossa pele (não falo em termos estéticos…não importam as rugas ou as cicatrizes…a flacidez ou as manchas de idade).

Ao mínimo sinal de alerta consultem um dermatologista. O tempo pode ser um bom aliado ou um inimigo fatal…com ela bastaram uns meses.

Previnam para que nunca cheguem à conclusão de que não se pode remediar.


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