existe sempre alguém ...passo e fico como o universo...
31
Jul 07
publicado por alemvirtual, às 16:51link do post | comentar | ver comentários (3)

Cá no nosso país há concursos por tudo e por nada.

Antigamente, sorteavam-se televisores. Depois, passou para computadores. Agora, carros e dinheiro.

Bem, não sei se estarei a cometer alguma incorrecção, não sou espectadora assídua (nem ocasional) de concursos televisivos nem de outro tipo de programação que não importa, agora, referir. A propósito e por falar nisso, não sou muito "fã" da caixinha que mudou o mundo, logo, não sou telespectadora de coisa quase nenhuma:)) Não engordo os números das audiências e das "guerras" de liderança. Talvez, não engorde o ranking de nada!

 

Hoje, navegando aqui e ali na internet encontrei blogues e sítios muito interessantes... Em alguns, encontrei troca de "prendas", nomeações e outras ideias originais.

Pois bem, uma vez que  faço parte deste mundo virtual, resolvi atribuir uma "lembrança" à pessoa que, ao visitar um dos meus blogues, lhe corresponda o número 20.000. Desde o dia 28 de Março, do corrente ano, conto com 18.595 visitantes.

 

Oferecerei um quadro, óleo sobre tela, ao visitante número 20.000.


30
Jul 07
publicado por alemvirtual, às 16:47link do post | comentar | ver comentários (3)

Baia de Monte Gordo Hotel Photos

 

Domingo, 12 de Agosto de 2007

 

 

Neste dia, muitos caminhos de Portugal serão os caminhos e as rotas do Algarve.

Província mais a sul de onde se podem imaginar os recortes da costa norte africana...basta alongar o olhar sobre o horizonte marítimo...e chegam até nós os intensos matizes aromáticos das especiarias ao sol nos mercados marroquinos...um sarraceno vislumbra-se sobre a névoa azulada...envolto em linhos brancos ondulantes...cavalgando um alazão negro azeviche...

 

tudo é irreal...tudo proporciona asas à fantasia...

 

Nesta terra, neste meu país de sol dourado e pele trigueira, nesta orla de conquistadores e conquistados também eu partirei à conquista de uns passos de corrida...

 

Sobre a areia escaldante aos raios do sol estival, muitos passos sulcarão o tapete branco de grãos minúsculos, deixando marcas, assinalando a sua passagem...também os meus lá estarão...trilhando a orla costeira da praia arredondada.

Salpicos fescos de gotas salgadas apaziguarão a pele ardente...

A Maresia intensa emanará do espelho calmo do reino de Neptuno...

e eu...

eu correrei...

e reterei em mim

os sons...

os sabores...

os odores...

e em mim permanecerão

cristalizados no tempo...

a corrida, correndo em mim

em sopros de brisa cálida,

e sonhos esfumados de tempos idos

e castelos erguidos de tempos de agora...

eu e a corrida; eu e o mar

 

www.algarvehome.nl/P_Omgeving.html


24
Jul 07
publicado por alemvirtual, às 08:36link do post | comentar | ver comentários (4)

 

Um dos muitos cisnes do Parque da Paz

(farm1.static.flickr.com/49/159003535_0c5fda36...)

 

Quem conhece o Parque da Paz (refúgio verde no coração da zona urbana de Almada), sabe que é um óptimo local para passear, ler, andar de bicicleta ou correr. Para além dos imensos espaços relvados, das estradinhas de terra batida, da calma que nos envolve e dos belíssimos recantos e lagos adornados por uma diversidade de aves, há as "famosas" subidas e descidas, ideais para um treino a "sério".

 

Foi o que fiz ontem.

 

Ao final do dia, "esquecendo" a pilha enorme de roupa para passar a ferro, calcei as sapatilhas e diirigi-me ao Parque da Paz.

Ia com um pouco de receio do trânsito. Já me aconteceu perder um tempo infinito para circular 300m. Não entendo esta confusão de "Lisboa" onde não se pode calcular o tempo gasto em função da distância, mas da hora em que se sai. Nunca hei-de perceber esta gente! Lá na minha terra, sempre que fazia uma viagem, por mais pequena ou maior que fosse, pensava em termos de Km/h. Pois, aqui é completamente diferente.

 

Bem, voltando ao Parque da Paz...

Cheguei sem problema.

Ligeiro aquecimento e lá vou eu. Fiz 50 minutos de um treininho bem intenso. Ainda "apanhei boleia" de um grupo de homens que corriam num ritmo mais ou menos parecido com o meu. Não os conhecia, mas acompanhei-os durante umas voltas.

 

Quero, a partir de Agosto, treinar uma hora, pelo menos 5 dias na semana. Este é o meu objectivo para me estrear na Meia Maratona, em Setembro. Outro objectivo, seria deixar de fumar, mas...esse nem o equaciono....

 

Só o suplício de respirar nas corridas, deveria ser suficiente, para abolir definitivamente o maldito cigarro!

 

Parque da Paz_Lago

Parque da Paz_grande árvore

Parque da Paz_lago interior

Parque da Paz_Cisne perto do lago

http://cma.itds.pt/portal/page?_pageid=55,59247&_dad=portal_cma&_schema=PORTAL_CMA&cma=0&cma_conhecer_almada=6402589&cboui=6402589

 

"Eles não sabem que o sonho

é uma constante da vida

tão concreta e definida

como outra coisa qualquer,

como esta pedra cinzenta

em que me sento e descanso,

como este ribeiro manso

em serenos sobressaltos,

como estes pinheiros altos

que em verde e oiro se agitam,

como estas aves que gritam

em bebedeiras de azul."

 

Pedra Filosofal, António Gedeão

 

   para
31ª MEIA MARATONA DE SÃO JOÃO DAS LAMPAS

 

O Mundo da Corrida

Prova: 31ª Meia Maratona de São João das Lampas
Data: 8 de Setembro de 2007
Hora: 17 h
Local: São João das Lampas
Distância: 21.097metros
Tipo: Estrada
Prémios: Monetários, Tshirt e produtos regionais
Inscrições:  
Organização:  
Diversos:  

O Mundo da Corrida

OMundodaCorrida@netvisao.pt

 


22
Jul 07
publicado por alemvirtual, às 21:42link do post | comentar | ver comentários (1)

Caía a noite.

O vento tinha amainado e a temperatura era agradável. À  luz do entardecer, os recortes do mar, na praia deserta, emprestavam um ar fantasmagórico à paisagem.

Contrastando com a solidão da orla costeira, uma multidão alegre aglomerava-se em frente às caixas de sardinhas. Revoadas de fumo acre, faziam lacrimejar os olhos, forçando lágrimas que rolavam dos olhos vermelhos das pessoas com quem me cruzava.

Não tinha fome, mas faz parte da tradição desta corrida, a sardinhada e o convívio popular. Também eu me abeirei de um assador, com umas sardinhas gordas e brilhantes no prato. Pacientemente, esperei a minha vez de as assar. Foi uma verdadeira odisseia.

A frescura do banho e o aroma doce do creme, esfumou-se depressa. Bem mais depressa que a tarefa difícil de dourar os meus peixinhos. Em breve, também eu chorava, tentando em vão, escapar ao fumo que se impregnava na roupa e na pele.

Era preciso tomar nota das sardinhas. Estas e estas são minhas. Aquelas daquele senhor. As outras da senhora de mais idade.

E assim se fez noite cerrada.

Triunfante, com o prato de sardinhas na mão, fui para a mesa improvisada no atrelado que servia de fonte. Naquela noite, o vinho escorria pelas gargantas, apaziguando o ardor dos dedos quase queimados e dos lábios crestados ao calor das brasas incandescentes. Nada como um néctar das videiras, rubi e aromático. O frutado do líquido permanecia longo tempo... bocados de pão eram engolidos quase inteiros para disfarçar os lombos crus do peixe que eu julgava bem assado.

 

Abençoada Junta de Freguesia que promove estes convívios.

Mentalmente, deitei contas à despesa. Desisti. Havia imensa fartura de pão, sardinha, febras e entremeadas, vinho e maçãs frescas. Colaborantes zelavam para que nada faltasse. Incansáveis agrupavam os alimentos de forma que, ordeiramente, todos ocupavam a fila certa. Uma para receber o pão e a fruta. Outra para as bebidas. Outra para o peixe e a carne.

Num palco erguido ao fundo, um conjunto popular de raparigas jovens, começou a cantar. A música e as vozes convidavam a um pé de dança. Bailarico no pó do chão e logo uma outra nuvem se juntou ao ar fresco do mar. A maresia dissipou-se naqueles odores fortes e no pó levantado. Inútil o banho, pensei.

Os melhores da classificação geral e de cada escalão iam sendo chamados ao palco. Eu, sendo a oitava do meu escalão não faria parte de grupo nenhum, mas estava ali. Aplaudia. Comia e bebia trocando frases de circunstância com conhecidos e desconhecidos. O meu pensamento estava noutro sítio. Impõe-se, porém a integração em algumas actividades. Há muito tempo que apenas convivo socialmente com o mundo da corrida. Tudo o resto me exaspera. Nunca o suportei muito bem e, cada vez mais, isso se agudiza. Apenas as relações simples, com gente simples, fazem parte da teia estabelecida com o mundo exterior. Criei o meu próprio mundo com pinceladas de cor que lanço, mais ou menos, ao acaso em telas baratas. Criei as minhas próprias preces. Criei os meus próprios sonhos. Criei a minha própria vida e o meu modo de a enfrentar. Noto que a passos largos me afasto da futilidade que sempre odiei e das aparências do ter.

.............................................


publicado por alemvirtual, às 10:57link do post | comentar | ver comentários (1)

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Último reduto de mística  paisagem, onde as asas da imaginação se encrespam em sonhos mais intrincados que as moribundas e, ainda assim, furiosas cristas das ondas... 

O imenso oceano estendido à nossa frente, tudo invade, até ao horizaonte difuso.

Tecido bordado a verde e prata, a azul e ouro...

É assim a envolvência de Santo André.

 

Atrás de mim, um espelho imenso de tons azuis profundos, reflectem a calma e contemplativa vida da lagoa. Adivinha-se a riqueza e a abundância nos ares e nas águas...locais de nidificação e habitas de espécies protegidas.

Ali, a meus olhos, o tempo parou e ficou estático, imortalizou-se neste quadro tranquilo entre o verde dos pinheiros, o dourado areal e a calmaria azul das águas quase paradas. Serenei com a serenidade da paisagem.

 

Olhei adiante. À minha frente, um mar imenso, alto, verde e azul, espumando de branco debatia-se furioso, encrespando-se em crinas e ondulação alterosa. O vento sibiliava ainda mais forte que o mar. Mediam forças...os dois...ambos gigantes da natureza...um incorpóreo, mas forte. A sua presença alastra ao longo dos recortes costeiros e arrasta consigo grãos de areia indefesa...o outro, visível, majestoso, misterioso...o que empresta os mais belos tons de verde e azul, ao nosso planeta errante(?)....e eu...aqui, entre o duelo travado...frágil...nesta tormenta de azul e verde, de sol e mar, de vento e frio, para aqui fiquei alguns instantes, deixando que os meus olhos se lavassem na beleza indescrítivel do cenário.

Eu via. Eu vejo. Sempre com ela no pensamento, uma Avé-Maria entrecortada nos lábios, interrogava-me com que força ou que forças me moviam a estar ali. Esse tormento interior ninguém o via. Os olhos do corpo apenas viam a lagoa, e as praias estendidas até ao infinito.

Ela deixou de ver. Há uns dias, o seu sofrimento alastrou-se ao que tinha de mais belo...os seus olhos...enormes, escuros, aveludados como abóbada celeste em noite fria. Agora, grossas lágrimas, silenciosas como ela, desprendem-se e um murmúrio de dor, acompanha-as...Mãe, os meus olhos....deixei de ver....

E eu ali. Tudo via. e Vi-a a ela. Através das ondas que se debatiam e dos desenhos da areia...chorei...mas os olhos do corpo presenciavam um sorriso que cravei nos lábios e uns movimentos de dança ao som da música tocada...

 

Parti. Antes tinha encontrado rostos conhecidos, sorridentes, afectuosos. Senti-me quase querida por toda aquela massa humana. Era como, sem saber eles, me amparassem nesta dor.

 

Nas primeiras passadas, procurei com o olhar alguém que ajudasse no ritmo, me desse alento e estímulo para conseguir alcançar o meu objectivo. Sabia que seria quase impossível, mas queria fazer cinco minutos por cada quilómetro vencido. A vida vence-me. Há muita coisa que me venceu. O tempo gasto foi 47´22´´. Ainda assim, quero sentir-me vencedora.

 

Juntas havemos de vencer.

 

Juntos também, dois colegas de equipa. Ele, experiente, sólido atleta, corredor imparável de maratonas, pés habituados à rigidez do asfalto e à inconsistência da areia, acompanhou-me todo o percurso. Procurou-me até me encontrar. Já com um ardor no peito e a respiração ofegante avançava, contornando corpos suados, passeios saltitados, esgueirando-me sinuosa por entre a multidão. Ficou a meu lado e eu soube que estaria sempre ali, apesar dos meus débeis protestos.

Obrigada António.

Não és só um atleta magnífico, mas uma alma maravilhosa. Quase te abracei de gratidão quando, ainda e sempre juntos, cortámos a meta. Quem sabe, se num futuro próximo, conseguirei ser eu a ajudar outro alguém...Deus te pague.

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19
Jul 07
publicado por alemvirtual, às 13:22link do post | comentar | ver comentários (2)

 

"Quem muitos burros toca, algum fica para trás"

 

 

Este é um provérbio ou ditado popular, bem conhecido.

Ando a tocar muitos burros. Creio mesmo que nem os chego a tocar. O resultado não poderia ser outro se não deixar muitos para trás, ou fazê-los andar muito pouco.

 

Aqui, importa falar, sobretudo, dos treinos e das provas. Pois é. Treinar tem acontecido tão pouco que nem sei bem se chego a treinar. Quero fazer a Corrida da Lagoa de Santo André, mas será que vou conseguir?

Lá, talvez seja eu "a burra" teimosa que, ao ver o caminho pela frente se recusa a mover uma pata. Se tal acontecer, por mais que me "puxem" será difícil arrancar-me do mesmo sítio. Cascos fincados no chão, não haverá força motriz que me faça ir em frente!

Por enquanto, vou iludindo-me a dizer que toco muitos burros.

 

Esta semana treinei duas vezes. Apenas 35 minutos foram suficientes para me deixarem de "rastos". A respiração é o que mais me afecta se não ligar às pernitas que, subjugando-se inteiramente à lei da gravidade, se colam à terra como tenazes atraídas por íman...

De cada vez que tento respirar normalmente e controlar o "malvado" e acelerado batimento cardíaco, resmungo comigo mesma e prometo deixar de fumar. Tabaco e exercício físico são completamente antagonistas. No entanto, este bom propósito não passa disso mesmo.

Sou mesmo "burra", não é?

 

Os burros, são animais em vias de extinção, logo merecedores de atenção e cuidados especiais, na tentativa de preservação da espécie.

Outrora, quando a posse de burros significava a posse de "meios" de trabalho para a lavoura e não só, os burros eram as "bestas de carga" e ninguém lhes atribuía mais importância que a essencial à sua sobrevivência: comida, água e algumas vergastadas. 

Hoje, "burro" é sinónimo de movimentos ligados à ecologia, à vida animal, às tradições, à agricultura tradicional e biológica e a outras infinidades de organizações e associações.

Entre o ontem e o hoje, estou eu, a "burra" do costume ou a que toca muitos burros?

Parece o diálogo da  "Maria Patroa" e a da "Maria Criada"!!!

 

E nsta ambivalência de papéis, vou sonhando com um bom tempo na prova de sábado.

Sim, bom tempo (claro que bom também é um conceito relativo) porque terminar a prova não me basta. Ainda por cima, não sou uma pessoa de meios termos. Ou é ou não é.

Bolas, para mim!

Irra, que até "chateio"!! (sim, chatear, já é um vocábulo digno de utilização - não que eu goste, mas aqui fica mesmo bem)

 

 

 

 


05
Jul 07
publicado por alemvirtual, às 14:27link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Ontem entrei numa farmácia. Existem umas máquinas (fiáveis ou não...) que nos informam de umas quantas coisitas. Resolvi experimentar.

Eis o resultado:

 

Peso: 47, 400 Kg (em casa, a balança digital acusou 45, 400 Kg)

Altura: 1,61m (há a descontar os saltos)

I.M.C.: 18,3

 

Legenda:

I.M.C. abaixo de 20 - abaixo do normal

I.M.C. entre 20 -25 -  normal

I.M.C. acima de 25 - acima do normal

 

Peso ideal para a I.M.C. entre 20 e 25 de 51,8 Kg a 64,8 Kg

 

índice de gordura: 16,3%

Massa de gordura: 7,7 Kg

 

Idade: 44 - Mulher

 

Valores (%) Excelente 25%

 

 

Resumindo: Estou magra (olha a novidade!). Deveria engordar um pouco e sobretudo aumentar a minha massa muscular.

Deve ser difícil.

 

Daqui por seis meses, voltarei a verificar estes resultados. Curiosidade, apenas. Eu e balanças não somos muito "chegadas" :))

 

 

Desde 22 de Outubro de 2006 (altura em que participei pela primeira vez numa prova - "Corrida do Tejo"), conto com 17 provas e 3 lesões mais ou menos graves e muito tempo de paragem forçada.

Melhor tempo aos 10 Km: 48´18´´.

Corri uma única prova de 15 Km (1h 23´38´´, Mafra), uma de 14 Km (1h 19´35´´, areia) e uma de 12 km ( 1h 8´, Salvaterra)

 

 


03
Jul 07
publicado por alemvirtual, às 08:50link do post | comentar | ver comentários (6)

Corrida curta, mas prazer prolongado e esforço acrescido...

 

No Domingo, primeiro dia de Julho, corri na Póvoa de Santo Adrião. Prova excelente, num percurso de 4,5 Km com duas "rampas" de nos roubar o fôlego...em contrapartida brindavam-nos com músculos retesados e rígidos e salgadas gotas de suor, rolando sobre a pele escaldante. Valeu-me a temperatura amena, apesar do sol que às 10h da manhã brilhava em todo o seu esplendor.

 

Demorei 23´e 46´´ a completar o percurso. Ao fim do primeiro quilómetro considero o meu desempenho como "muito bom". O cronómetro marcava 4´30´´, após uma subida descomunal. Tenho que o avaliar em função do treino (que não tem sido regular e só em corrida lenta) e das condições físicas e psicológicas nesse momento.

Consegui um segundo lugar que, francamente, foi merecido pelo esforço dispendido. O tempo, esse terei que melhorar...

 

Como sempre encontra-se gente  solidária e afável. Na segunda "rampa" contei com o apoio de um desconhecido que sentia estar há algum tempo atrás de mim. Colocou-se a meu lado e acompanhou-me em quase toda a subida...fui ficando para trás à medida que a rampa se aproximava do fim. Chegada ao topo, a minha diferença era já de alguns metros. Recuperei em estrada quase plana e na descida acentuada que se lhe seguiu. Ultrapassei-o e mantive a distância até cerca de 150 metros da Meta. Já com o recinto festivo à vista, eis que o meu "companheiro" surge de novo a meu lado e juntos chegámos ao fim. Ele, cavalheiro, cedeu-me a passagem (a senhora sempre primeiro).

Enquanto aguardávamos a distribuição dos prémios encetámos conversa e soube da Milha Nocturna em que  iria participar, no próximo fim-de-semana. Fiquei com vontade de ir.

Despedimo-nos com um abraço.

Devolvi a um outro desconhecido os alfinetes que me tinha emprestado, com um sincero "obrigada".

Gente boa, pensei. Nas corridas só encontro gente de bom coração. E motivos para sorrir, também, se não quiser reflectir um pouco (não é preciso muito) para perceber que a cultura desportiva e a sua prática como forma e estilo de vida mais saudável, numa verdadeira promoção da saúde ainda está a anos-luz de se conseguir para uma grande camada da população portuguesa. Há uma franja social, resistente à mudança e arreigada a normativos e estereótipos adquiridos e transmitidos de geração em geração, neste nosso Portugal tão faminto de formação e iinformação: as mulheres.

Sim, as mulheres, minhas iguais que também eu sou mulher. As mulheres de 40 ou 50 anos. Este escalão etário é "terrível" guardião de preconceitos...mulher fica em casa e prepara o almoço, não corre ao Domingo e muito menos, nos outros dias da semana quando tem a roupa, o marido e os filhos para cuidar. Eu consigo cuidar disso tudo e corro. É posssível e não sou nenhuma super-mulher. Antes pelo contrário. Necessito somente de planificar e estabelecer prioridades e quando não consigo cumprir tudo, lembro-me da máxima de um meu professor de administração: "Primeiro as tarefas importantes e só depois as urgentes". Posto isto, verificamos que engomar um lençol que pode bem transitar para a próxima leva é bem menos urgente que sair meia hora para correr, enquanto há sol... que bem nos faz o sol à mente e à alma...

Pois, na Póvoa de Santo Adrião, uma senhora resmungava bem alto para ser ouvida, enquanto descia a estrada onde os atletas se concentravam:"Vão mas é trabalhar! Não têm nada para fazer??"". Ao que eu, não me contive e retorqui:"Tenho muito que fazer, mas estou aqui!" E logo ela, irada, proferiu uma série de impropérios contra mim, contra todas (as poucas mulheres) que ali estavam e contra todos aqueles que pacificamente se concentravam para uma prova desportiva.

Há um grande trabalho a fazer, sim senhora....

 

 

Parabéns à organização da prova, aos órgãos autárquicos e às entidades que a apoiaram. Esteve tudo "5 estrelas" para os miúdos e graúdes. Houve ainda o sorteio de uma bicicleta que fez as delícias do jovem a quem a sorte ditou a sua entrega.

 

Conheci mais uma localidade da cintura urbana de Lisboa e em boa hora desfiz um falso pressuposto, próprio de quem está habituado à pacata vida de província: os arredores da capital, não são locais perigosos, nem hostis. Podem e são, até, sítios agradáveis para viver com uma rede de vida social e comunitária bem estabelecida.

 

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