existe sempre alguém ...passo e fico como o universo...
27
Fev 11
publicado por alemvirtual, às 15:15link do post | comentar

É fácil viver uma paixão. Difícil é viver um amor. Um amor verdadeiro. E viver por amor, mais difícil se torna.

A paixão seduz. Alimenta-se em si de momentos felizes. De jantares românticos; de velas acesas; de perfumes e rosas; de intensidade que se consome, na própria paixão vivida. 

O amor alimenta-se no outro. Na entrega e na partilha; na unicidade dos dois, sem deixar de ser "eu" e "tu"; por isso o "nós" é sempre mais altruísta que o "eu". 

O amor implica esperança; sofrimento; caminho; doação.

A paixão não se constrói. Apenas nasce, vive e morre.

O amor vive mesmo além da morte.

 

Se tivesse que eleger uma história de amor, apenas uma seria eleita. Real, efémera na existência; eterna no sentimento. 

O verdadeiro amor não vacila na adversidade; não diminiu com a dor; não se amedronta na brevidade. Por isso, talvez o amor seja incompreensível. Muitos o almejam. Poucos o vivem.

 

Aconteceu ao primeiro olhar e durou até que os olhares se fecharam. Foram cinco meses que duraram uma vida. De uma vida marcada pelo amor. Assim foi esta história. Bonita, como todas as histórias de amor.

 

"Para sempre" pode ser, num instante fugaz, a própria eternidade.

 

Recordando uma história de amor, homenageando uma esposa que partiu noiva, unindo corações em oração, será celebrada Missa na Igreja Matriz de Constância, no próximo dia 9 de Março (Quarta- feira de Cinzas), pelas 17 horas.

Em memória da Margaret com todos os que connosco queiram estar...


26
Fev 11
publicado por alemvirtual, às 21:11link do post | comentar | ver comentários (1)

Hoje tempo de treino: 43 minutos.

Foi difícil vencer a inércia. Por um lado, a vontade de correr e o desejo de me sentir (de novo) corredora; por outro, o comodismo a que me habituei. Não correr, não impor nenhuma disciplina. Apenas deixar-me estar.

Com a corrida das Lezírias tão próximo, tenho de mudar esta "hibernação" a que e remeti. Com a lesão, praticamente ultrapassada, deixa de haver desculpas para não treinar.

Gosto ou não gosto de correr? Não é difícil encontrar a resposta: adoro! Pois se se adora algo, há que lutar para a conquistar. Foi o que me decidi a fazer.

 

Existe um provérbio oriental que diz "quando se deseja muito uma coisa e se deseja intensamente, todo o universo conspira a nosso favor". Acredito que assim seja. Por isso, o Universo estará, neste momento, conspirando para que, de novo, chegue a uma linha de Meta. Todos os corpos celestes, a sua matéria e energia; todo o espaço sideral, conhecido e desconhecido; mais próximo e nos confins infinitos, saberão que quero voltar a correr. Unir-se-ão forças gravíticas; explodirão super-novas; nascerão estrelas azuis; E eu voltarei a correr...

 

Cá em baixo, na pequenez deste planeta que quase não é (já) azul, nem verde, existe a fragilidade de quem corre contra o vento, contra o tempo, contra o determinismo de fatídicos vaticínios. Mas entrego-me e confio. Entrego este desejo aos coros de anjos e às ninfas do Tejo; Confio que vencerei.

 

Enquanto corria, só me recordava dos velhos brinquedos de corda com mecanismos enferrujados...

endereço da imagem:http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://www.imotion.com.br/imagens/data/media/


21
Fev 11
publicado por alemvirtual, às 21:59link do post | comentar | ver comentários (3)

O espaço virtual é um terreno fértil onde se pode plantar almas diferentes, controversas, assertivas…

Há sementes de loucura, de sonhos, de mágoas, de virtudes, de desejos…

Aqui pode-se ser criança traquina ou adulto ponderado; ser crítico e reflexivo; ser inventivo, criativo, demagogo…

Hoje, apetece-me ser criança e como criança que sou não quero, nem sei guardar segredo.

Nas mãos pequenas de crianças nascem balões que sobem no ar; nas palavras de criança nascem verdades e anseios.

Vibra-se com a expectativa da surpresa não guardada, não vivida. Há a urgência do delírio no grito que antecipa o momento. A criança não quer para ontem, mas para já. É imediato o prazer.

Hoje visto a alma de criança…Não quero guardar para mim.

Não há barreiras nem limites aos sonhos de uma criança. Há possíveis e certezas.

E o meu primeiro romance já tem corpo, já tem forma, já tem nome, já existe…

Aguardo por Setembro para o ver nascer nas cores de um Verão que se despede, na tarde cálida de um Outono anunciado.

Hoje, estou feliz. Transborda-me este segredo não calado, não guardado. E como alma partilhada que se desnuda, assim nas palavras sem corpo e substância se partilha este projecto…


19
Fev 11
publicado por alemvirtual, às 10:58link do post | comentar | ver comentários (1)

Permanece o tempo escuro e húmido. Amanhece, insistindo no tom pardacento de Inverno.

Na véspera tinha decidido que iria correr. Obriguei-me a um diálogo aceso entre a vontade de ir e o comodismo de ficar. A cama quente convida a uma manhã de preguiça, ou talvez de desistência. Com relutância afasto a roupa e levanto-me. Quem disse que as lutas interiores são fáceis? Quantas vezes se perdem os combates mudos travados no nosso íntimo! E quantas vezes se ganham estas batalhas! Então, sorrisos iluminam o rosto, o olhar, ainda triste pode desmentira vitória, mas calaram-se os gritos silenciosos da alma. Saboreia-se em notas adocicadas a amargura vencida.

Toda a noite tinha sonhado. Sonhos estranhos quase pesadelos. Barcos em águas revoltas; fugas de não sei quem; becos sem saída onde ficava presa; vozes magníficas entoando o "Canto dos Escravos Hebreus". E o meu desejo expresso: quando morrer quero que este cântico ecoe vivo e forte; Para que se grite que, se fui escrava, foi apenas da liberdade dos sonhos e da força de vencer.

 

Um arrepio de frio estremece-me o corpo. Quase me faz desistir. Quase...hoje, não dou oportunidade ao desânimo. Hoje, sou vencedora.

Gosto de correr à chuva. Gosto de sentir a carícia das gotas. Do misto de quente e frio.

Começo com um ritmo lento, hesitante. A respiração forçada, difícil.

Agora luto contra o corpo. Não apenas contra a vontade. Não desisto.

O céu insiste na cor escura.

Quando chove o aroma do campo intensifica-se. Cheira a terra e a verde; a pinheiro e eucalipto. Despontam malmequeres brancos por entre tufos de verde.

Os pés enterram-se na lama macia; chapinham em poças de água.

Estou molhada e cansada, mas não vencida. Essa é a força que me move a avançar. Encho o peito de ar e sopro o tecto escuro das nuvens. O céu desnuda-se num azul transparente.

O dia pode continuar chuvoso, não importa. No meu dia fez-se sol. Basta querer. Eu corri. A grandeza das vitórias pode ser a humildade de pequenos gestos.

 

 

link para ouvir http://www.youtube.com/watch?v=rmgQTBQ3Mfc


14
Fev 11
publicado por alemvirtual, às 16:31link do post | comentar | ver comentários (2)

Como sabem, vivo na “terra dos comboios”. Sendo a amizade uma viagem…

 

Alguns de vós acompanham-me, desde sempre. Outros foram entrando, ao longo do percurso. Nunca saiu nenhum. Por isso, o meu comboio tem muitas carruagens e muitos assentos, onde todos têm lugar. Mais perto ou mais longe, tenho o privilégio de me saber acompanhada…

 

Há momentos que marcam a vida. Com maior ou menor significado; partilhados por mais ou menos gente; alegres e ligeiros; profundos e pesarosos; Sempre tive os meus amigos presentes.

 

Vou iniciar uma nova etapa na minha vida. Creio ser chegada a hora de abraçar outros desafios. Mais solidários. Mais colectivos. Mais sociais.

 

Desde o passado dia 12, integro a Comissão Política Concelhia do CDS-PP. Neste sentido de pertença, a razão de certos princípios: humanistas; cristãos; democratas; de defesa de valores sólidos, insubstituíveis, indispensáveis ao Homem: a vida, a família, o bem, o mérito, o reconhecimento pelo esforço, o incentivo positivo; Acreditar na pessoa; Promover o colectivo; Assegurar direitos básicos; Garantir igualdade de oportunidades e o respeito pela pessoa e pelas pessoas; Promover um Estado Social, com efectivas e reais preocupações e prioridades interventivas; Não descurar a iniciativa individual; ...

 

Um verdadeira política social é o garante de um Portugal com futuro. Um Portugal sem rostos marcados pelo desânimo, pelo sofrimento, pelo descrédito. Queremos olhares confiantes porque confiantes estamos desta missão.

Eu não me demarco. Serei uma gota de água na cena política, mas sou.

Não precisam concordar. não precisam dizer sim. não precisam pintar-se de azul. Basta que estejam comigo.

 

Juntos seremos mais.

 

Convívio após o encerramos das mesas de voto

Carlos Vitorino e eu

 

Luís Costa e Paulo Bica


09
Fev 11
publicado por alemvirtual, às 21:24link do post | comentar | ver comentários (7)

Se não fosse ter companhia, hoje, não teria corrido. Aliás, há meses que não corro. Excepção feita de uns dois ou três treinitos que nunca ultrapassaram os 45 minutos, desde o dia 3 de Outubro não sentia o prazer de calçar umas sapatilhas.

 

A lesão que contraí no Trail do Alqueva está mais teimosa que eu! Ela a querer ficar. Eu a querer que vá embora. Estamos a medir forças. Sei que serei eu a vencedora. Acreditar é quase garantia de sucesso.

 

Já era noite quando cheguei a casa. Os dias começam a ser maiores. O sol deita-se mais tarde, mas eu continuo a levantar-me cedo. Sim, já saio de casa com um sorriso quase tão brilhante como a luz dos últimos dias. Não há nada como a luz de uma quase Primavera para alegrar o espírito e revigorar o corpo. E se a isto juntarmos a possibilidade de uma corrida, com o eco de mais uns passos...Perfeito.

 

Noite cerrada, mas até o escuro me parecia amigo. Temperatura amena. Uns exercícios leves de aquecimento e lá fui eu mais feliz que criança em dia de aniversário.

Corri 34 minutos num ritmo que se deve ter situado entre os 5.20/5.30. Difícil a respiração. Foi impossível manter o ritmo e uma conversa. Devia ter abrandado, mas não quis. Nunca pensei estar em tão má forma...

 

O pé continua a doer, mas não estou com disposição para lhe dar mais tréguas...

 

Felicidade é a vivência de alguns momentos. E há momentos em que sou verdadeiramente feliz. Nos meus passos; nos teus passos. No brilho da face rosada.


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