existe sempre alguém ...passo e fico como o universo...
20
Abr 09
publicado por alemvirtual, às 09:15link do post | comentar

 MOINHO DE MARÉ

"No Concelho do Seixal existem 10 moinhos de maré que documentam a intensa actividade moageira desenvolvida na região desde o início do século XV até quase aos nossos dias. Foram os esteiros do rio e a proximidade a Lisboa, grande centro consumidor de farinha, que permitiram a construção do elevado número de moinhos deste tipo (60 no século XVI) em toda a zona.

O moinho de maré de Corroios, propriedade municipal, é o único a funcionar, integrado no Ecomuseu, como Núcleo do Património Industrial.

 

   Noutras épocas em que as fontes de energia escasseavam e eram limitadas apenas à força muscular, ao vento e correntes, os moinhos de maré tinham uma grande vantagem sobre as outras formas energéticas - a sua constância e previsibilidade. Existem duas marés diárias o que garantia cerca de 4 horas de moagem. Eram construídos nos estuários dos rios em terrenos baixos, e em zonas abrigadas que permitissem represar as águas.
Era uma vida dura a dos moleiros, já que as horas das marés obrigavam a que se moesse a qualquer hora do dia ou da noite, pois os moinhos só trabalhavam durante a vazante. As outras horas eram aproveitadas para limpeza e manutenção do moinho e caldeira.                            

                                        Princípios de funcionamento

 

 Imagem em corte do funcionamento do moinho de maré.

 

  1. Quando a maré sobe, a água entra pela comporta, porta de madeira móvel sobre um eixo, colocada no acesso á caldeira.
  2. A água da maré fica represada na caldeira, enquanto no exterior o nível da maré desce, deixando a descoberto os rodízios.
  3. No interior do moinho, o moleiro abre os pejadouros, provocando dentro dos canais ou setias a queda de água sobre os rodízios, o que os coloca em movimento.
  4. O movimento dos rodízios é transmitido às mós, através de um sistema de engrenagens, e aquelas começam a moer o cereal, transformando-o em farinha."

 

 

  A PROVA

 

Domingo de sol, um braço de rio, um moinho de maré e a "sede" de correr.

 

Diz o povo e tem razão "não vás com demasiada sede ao pote". Não devia ter ido. Comecei a prova num ritmo demasiado rápido. Não o aguentei e cheguei ao fim com 35´02´´. Fui 5ª no meu escalão. Não sei quantas éramos nem sei ao certo quantos quilómetros foram.

Sei que foi uma manhã de boa disposição.

 

Uma prova circular, com duas voltas a um perímetro urbano, a proporcionar a visão do leito do rio e do Moinho de Maré. Com subidas acentuadas e descidas para recuperar, foi sem dúvida uma corrida dinâmica.

Ainda houve tempo para brincar e incentivar quem, em sentido contrário num claro avanço na corrida, passava por nós.  

 

As fotos são de Adelaide Rodrigues e retirei-as do site da AMMA

           http://www.ammamagazine.com/Fotos

Chegada às imediações do Clube Recreativo de Miratejo
No ligeiro aquecimento
 Chegada à Meta, com o  António que me acompanhou sempre
O meu Óscar (fica louco da vida quando vê a "mãe" passar por ele e não o levar)
Durante....ai, ai, que vais depressa demais para ti, ó pequenota!
Foto de David de  O Praticante: http://www.opraticante.net/
A meio da prova com a Ana e o António
A alegria contagiante do Alexandre (ao ultrapassar-nos no último troço da segunda volta diz-nos, super-feliz: "Oi gente! A gente se vê no Natal")
 
O Henrique
A Magnífica (nossa melhor corredora)
O "Chefe" - Fernando Oliveira
 
A Ana lutando "ferozmente" por nos alcançar. Conseguiu e ultrapassou-me, manifestando uma forma invejável (Anocas, com que então não treina?)

 

Este foi um pequeníssino post bem humorado, tal como a prova e o convívio que se lhe seguiu


Olá Ana Paula
parabéns pela excelente "manhã de boa disposição", afinal o melhor que a corrida nos pode ofereecer, digo eu...
Continuação de boas corridas.
Beijinhos.
António Almeida a 20 de Abril de 2009 às 12:34

Olá Paula. Bela exposição sobre o Moinho de Maré. Gostei. Sempre a aprender.

E também gostei de te ver. De correr atrás de ti, ao teu lado e de te fugir também, confesso… Até porque estavas muito bem acompanhada com o “nosso” António, e já sabes, salvo raríssimas excepções, só não corro mais porque… não posso!

E Setúbal está aí à porta, e aceitam-se apostas sim senhora! (por falar nisso, o "nosso" chefe está-me a dever um jantar...)

Paula, boa semana para ti com bons e alguns treinos. Quero ver se faço o mesmo…

Um beijinho
Ana Pereira
Ana Pereira a 20 de Abril de 2009 às 13:46

Olá amiga Paula.
Parabéns pela divulgação dessa história dos moinhos de maré. É uma pena essas tradições ou forma de vida serem apenas recordações, mas o evoluir da vida assim o determinou. Fiquei a saber mais sobre a nossa rica história que vai dormindo e que aos poucos alguém vai despertando, pouco mas vai.
Bonitas fótos e também sempre bem acompanhada dos seus fiéis amigos.
Um beijinho.
Joaquim Adelino a 20 de Abril de 2009 às 20:02

Olá Paula
Bom post, como sempre se espera, pela prova que fez e por fazer um bocadinho de história acerca do cenário onde ela decorreu.
A procura por energias ditas "alternativas" ao petróleo, não é mais que uma confissão de que se menosprezou a tecnologia já existente a troco de "facilidade" (que nos está, agora, a apresentar uma pesada factura que não se sabe como pagar).
Beijinho.
FA
Fernando Andrade a 21 de Abril de 2009 às 12:10

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