existe sempre alguém ...passo e fico como o universo...
08
Jun 09
publicado por alemvirtual, às 09:14link do post | comentar

Enquanto escrevo, recordando o dia de ontem, chove. Vejo a chuva forte, cair na copa das árvores e deslizar na vidraça. Parece que ouço mil violinos e, de entre eles, um sobressai... Vejo o contorno elegante da Margot, vestido preto, comprido, nos seus modos delicados de colocar o violino, hesitar em arrancar as primeiras notas e depois mergulhar na magia do momento...

Não sei porque, hoje, me lembrei disto...deve existir uma razão para esta associação de ideias...chuva, cheiro de terra e música de violino...Sei que, de cada vez que chove, a avó se entristece "A chuva cai em cima da minha menina...".  - "Mãe, onde a menina está, não chove"...

Talvez seja por isso... Não consegui evitar que partisse e que repouse agora à chuva, alguns metros abaixo...

 

 

Sempre tivemos um fascínio pelo Oriente. Eu e ela. O misticismo, o exotismo, os cheiros e as cores, a cultura, a beleza... Oriente do sol nascente e berço de mistérios prolongados em olhares escuros...

A Corrida do Oriente remeteu-me para terras longínquas e apenas imaginadas. Fantasias de mente que divaga enquanto as pernas correm.

Um sol, uma ponte unindo margens e a inscrição "Corrida do Oriente" transportaram-me por "mares nunca de antes navegados".

O sol ilumina e alenta a vontade de ir mais além. Para lá do conhecido, vencendo fronteiras criadas nas histórias aterradoras de mostros marinhos engolindo tripulações inteiras; de noites tenebrosas de borrasca; de vagas quebrando mastros; de sereias encantando a solidão de homens rudes...

 

Cada corrida é uma descoberta. Uma partida, uma aventura e um final incerto... Constante é a amizade de quem está sempre ao lado... e as "Tormentas" dão lugar à "Esperança" ... "metade já passou"... e mais à frente: "já só faltam 3 km....faltam 2...." "já chegámos..." e eu qual velha do Restelo, contrariando a sua energia positiva, já mereci o cognome de "Rabugenta"

 

8º Edição da Corrida do Oriente... corrida agradável e muito participada. O meu dorsal permitia-me imaginar cerca de dois mil...talvez um pouco menos. Um percurso citadino, mas num ambiente de tranquila quietude. Como se a paz e o verde dos campos se unissem às alturas das cidades.

O piso, muitas vezes, empedrado é o único factor de dificuldade, num percurso sem desníveis, quase tão plano como o mar-chão que se adivinha bem perto.

Terminámos a prova com o tempo oficial de 56 minutos.

 

Adorei a "caneca feliz"  (baptizei- a assim). Gente risonha que corre,braços erguidos abraçando a vida que (re)começa, como o sol que se levanta...

 

 


Olá

o texto é magnifico faz de ti, alguém que utiliza as palavras como o mel. Já sabes que gostei muito de ver-te, não era preciso escrever porque já o sabias, mas nao custa nada dizer em palavras, porque tinha tido em voz :). parabéns pela tua prova, és uma pessoa que corre com um sorriso, aquele sorriso que me faz sempre gostar de encontrar numa prova. Boa semana
carlos lopes a 8 de Junho de 2009 às 11:20

Gostei tanto de te ver Carlos!! Há bastante tempo... desde Constância, acho eu.

Tu é que um exagerado...:))) olha que correr com um sorriso é a única coisa verdadeira!!

Beijinhos. Vais ao Entroncamento? É dia 21.
alemvirtual a 8 de Junho de 2009 às 11:36

Ana Paula
fico sempre feliz quando venho aqui e leio que participu em mais uma prova.
Beijinhos,
O hoem que corre
António Almeida a 8 de Junho de 2009 às 14:54

Bonito post, envolvendo como sempre as coisas boas da vida e também as menos boas enquadradas num bom fim de semana onde não faltou uma boa corrida e o encontro com os habituais amigos.
Gostei de voltar a encontrá-la e verificar que a corrida continua a ser um momento muito especial para si.
Um beijo do Pára.
Joaquim Adelino a 9 de Junho de 2009 às 16:35

Tenho-a «lido» desde há algum tempo e acompanho sempre os seus escritos com uma dualidade que muito gosto...

Pela descrição das corridas e com a «clareza» com que fala das suas «conquistas».

Foi um prazer conhecê-la no Oriente...

Um Amigo do Parque da Paz... como a sua!
Rui Remédios a 11 de Junho de 2009 às 23:45

Boa noite, Rui Remédios

Muito obrigada pelas suas palavras. Não sei se são "claras" as minhas "conquistas", acho até que, à primeira vista e para quem desconhece alguns factos da minha vida (e da vida da minha filha), da nossa forma de ser, pensar e sentir, até devem ser palavras estranhas e sem sentido...a maior parte das vezes, acho que só fazem sentido para mim, se as completar com o que sinto no momento. Não penso, apenas escrevo. Muitas vezes, o que "sai" é muito pouco comparado ao que se sente. Mas escrever num blogue não é propriamente a mesma coisa que "falar com os meus botões". Assim, ainda que passem pelo crivo da censura da razão, as palavras são, muitas vezes, reflexo da nossa emoção.
Por tudo isso, muito obrigada por "estar aí".
Tive, igualmente, muito prazer em os conhecer no Oriente. Ao Rui e ao seu amigo. Tenho pena de não saber o nome de um outro senhor "Amigo do Parque da Paz" que foi correr a Constância. Se por acaso souber quem é, diga-lhe que envio cumprimentos, sff e que não me esqueço do seu gesto.
O Parque da Paz significa muito para mim e não só pelos bons trilhos para correr
Como não associo facilmente nomes a rostos, se por acaso passar por si num treino ou numa prova e não disser nada, não vai ser por mal. São muitos os rostos e já muitos me parecem familiares.

Até uma outra vez...
Ana Paula
alemvirtual a 12 de Junho de 2009 às 22:26

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