existe sempre alguém ...passo e fico como o universo...
07
Abr 10
publicado por alemvirtual, às 07:07link do post | comentar

Um pouco cansada, mas só um pouco! Qualquer semelhança com a realidade (não) será mera coincidência

 

Segunda-feira de Páscoa, Festa em honra de Nª Srª da Boa Viagem.

 

Constância, Vila_Poema. No abraço de dois rios, a sedução do encontro...

 

Cumpre-se a tradição com alguns séculos de levar a imagem em procissão até ao encontro com os rios. A um e a outro rio. Primeiro, ao último braço de Zêzere. Depois ao Tejo, na curva do seu "caminho". Tal como na confluência as águas de um e outro se misturam, também nos homens a fé e o floclore dão as mãos e enchem as ruas de gente. Apinham-se nas margens do rio.

Um rio engalanado de festivas embarcações, relembrando os "marítimos" de outras eras. Quando a rio era "o caminho".

A vila em arte colorida acolhendo os viajantes.

E porque os "caminhos" agora são diversos, abençoam-se os viajantes. 

"Guardai-nos Senhora, em todos os caminhos da vida".

Em uníssonos viaturas aqui e ali estacionadas tocam bam alto as suas buzinas. As sirene das ambulâncias, tantas vezes em "viagens" finais irrompem em altos brados, os carros dos bombeiros "atacam" um fogo imaginário. Um fogo que se sente no coração de cada um, só controlado na emoção de uma lágrima furtiva. Como "VIvas" à Senhora que, por aqui, se venera. Nª Srª da Boa Viagem. Para todos as nossas viagens. Para todos os nossos caminhos. O momento da benção, do encontro da Virgem com as gentes e o rio, é um momento mágico... 

 

Ouvi-lhes o som. Posso adivinhar momento a momento o descanso dos andores. As paragens em oração. Percorri cada passo dos passos que são feitos por outros neste dia. Percorri-os com um "meio caminho" percorrido para ser Mãe. Era com ela. Percorri-os com um bebé ao colo. Era com ele.

Ela foi anjo da Boa Vagem e promessa de Santa Filomena. Eternizados esses momentos no testeumnho do Museu dos Rios. Hoje, ela é uma estrela azul que me guia...

Continuarei a fazer esta "Viagem", mas hoje não.

 

Afasto-me e espero que a Mãe me guie. Que continue guiando, hoje que corro em trilhos diferentes. Para que, também eu, nunca deixe de "correr". Sobretudo, para que eu possa ser "Boa Viagem" a quem ainda conduzo...

 

Calcei as sapatilhas e fui até ao Paqrue do Bonito. Corri 45 minutos. Por entre o verde e o cheiro intenso dos malmequeres. Corri leve. Corri ágil. Corri de coração aberto e um sorriso nos lábios. Cá em baixo, no meio do verde, esperava-me alguém que também conta com a luz em forma de estrela.

São jeitos de ser.

Nós somos assim.

Não sei ser Mãe diferente. Por isso, Nª Srª da Boa Viagem nos guie em todos os caminhos da vida, porque há corridas que às vezes cansam...

 

Com a Yasha. Amiga...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

Os meus outros dois "meninos". E dela também.


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