existe sempre alguém ...passo e fico como o universo...
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Mai 10
publicado por alemvirtual, às 21:34link do post | comentar

Há muitas formas de ser. Ser diferente. Ser igual. Ser crente e ser descrente. Ser o que, hoje, sou. Ser o que já não sou. Não sei onde ficou, ou sequer que começou este ser que hoje é. Somos tantos. Somos únicos. Somos sem saber que o somos. Mudamos sem deixar de ser. Tudo na mesma pessoa.

E quem poderá dizer o que define a pessoa? Há traços do seu carácter. Marcas de ser quem é. Mas o que se é e que não é, quem o poderá dizer?

 

Ando sem rumo certo. Ou com rumo, nesta constante incerteza de um rumo indefinido.

 

Muitas vezes, me ocorre a luta contra a inconguência que se trava entre o ser e o parecer. O dizer e o sentir. Quantas vezes, me ocorrem pensamentos de inconformismo. Assaltam-me dúvidas de caminhos certos. Tentam-me ideias de ingratidão. Constante (in)satisfação...Formas de (im)perfeição...

 

Antigamente (como nas histórias de encantar: em tempo que já lá vão), costumava recorrer a notícias de guerra, a imagens de fome, a desastres e catástrofes para aliviar sentimentos de desalento. Havia sempre alguém por quem me perdia com lamentos e, em contrapartida, elevava a Deus constantes agradecimentos.

 

Já não reconheço muitas formas de mim. De ser o que hoje sou. Porém, continuo a sentir a vida como benção e a desejar alcançar o horizonte.

Ontem, como hoje, continuo sem compreender como se pode passar pela vida, ignorar e recusar como ser sem rumo certo. O rumo (im)próprio da vida. E à margem da própria vida, chora-se o que não se é. Esquece-se o que se tem.

 

Cada vez mais, me apercebo que nem a pessoa que somos se reconhece. Muda-se ao longo do dia. Um dia com muitas horas e as horas com minutos e os minutos com instantes...De manhã, já se não é o que se foi nessa noite. À tarde, surge uma nova pessoa. E em cada dia que termina, a possibilidade de renascer outra vez. Sempre que a noite cai é como se um cilo de vida se fechasse. Sempre que o sol desperta, a possIbilidade de renascer para o bem. Todos os dias se pode começar um mundo novo. Um novo Eu. Basta querer. As crianças não o esquecem, apenas por que o não sabem, vivem. Sabemo-lo nós. Os adultos. Os que rumam sem rumo certo. Ou com rumo. Rumo incerto. Rumo certo. Rumo que se faz e se desfaz. Mas seja qual for o rumo, que seja de gratidão.

Senhor, apenas porque existo. Obrigada por ser quem sou.

 

Sem perguntas, sem razões, sem censuras, sem certezas...

 

Posso não saber quem sou. Posso ser sem o saber. Posso não chegar além. Porém, "Nunca desistas".  - Se me lembro? - Nunca irei esquecer. 

 

(Para "as" pessoas singulares que são lições de vida. E para aquelas que querem aprender a ser: eu. Também és?)

 

 

 

 

 


Ana Paula
é sempre tempo de aprendizagem quando se passa por aqui, obrigado pela partilha, pelos ensinamentos.
Abraço.
Com admiração,
O homem que corre
António Almeida a 19 de Maio de 2010 às 23:30

O nome com que me batizei aqui no meu espaço dizia-me e continua a dizer para não Parar, desde o início tem sido um caminhar constante sem um rumo defenido mas diz para ir e não parar, basta-nos a cada momento que vai passando direcionar a via a seguir e olhar para o momento tentando mais além recuperar aquilo que deixamos para trás, ou parte do que ficou, só assim encontraremos a paz e a tranquilidade para prosseguir.
Um beijinho do Pára
joaquim adelino a 20 de Maio de 2010 às 00:51

"...as presenças são o tudo que se deseja vivenciar... entregamo-nos ao olhar, ao toque, ao sabor, à doce noção de que estamos exactamente onde e como o havíamos desejado... as presenças são o terminar da ânsia e o início da suave cedência à ternura e ao começo da tão almejada aventura... "

Fujo Contigo
Nuno Sampaio a 20 de Maio de 2010 às 10:31

"Foges Comigo?"

...até onde...até quando...até à presença...até à vivência...até à ânsia e à cedência...

Ana Paula
alemvirtual a 20 de Maio de 2010 às 22:12

Paula,
Muitas vezes nos perguntamos o que fazemos aqui...eu também já fiz essa pergunta muitas vezes e muitas vezes tentei encontrar uma resposta. Por vezes não a encontro...são os momentos difíceis.
Noutros, penso.....alguém precisou de nós, alguém precisa de nós, alguém precisará de nós.....
Até quando? Acho que a resposta a esta ninguém sabe....
Um beijo
Carlos Coelho a 20 de Maio de 2010 às 19:07


Carlos,

Até quando? Até que se continue a considerar a dádiva da vida...sem lamentos...com apreço.

(Hoje apetece iludir-me assim. Como se isso bastasse. Afinal, todos os dias, me recordo que assim não é e todos os dias, mais "um caso" confirma essa ilusão. Acho que preciso fugir para outro mundo. Esse aguarda por nós e chama-se Eternidade.
Há quem me ofereça papoilas nas corridas. Apesar de não resistirem aos "passos" até à Meta...Porém, são essas e outras flores que emprestam cor à vida.

Vê lá se continuas em bom ritmo!)

Um beijinho da amiga Pintainha
alemvirtual a 20 de Maio de 2010 às 22:04

Ana

A incerteza é uma certeza. O que fazemos aqui, de onde viemos, para onde vamos?! Teremos um rumo certo, definido nos astros ou o nosso caminho será o que tiver que ser... sem definição!

Penso que algo nos fez estar aqui. Nunca fizeste um gesto em que parece que esse gesto já o tinhas feito há muito muito tempo? Ficámos parados ali com um calafrio e não será isso um indicador que já tivemos vidas passadas em que o mesmo gesto se repete?

Com ou sem rumo definido estamos aqui. Se nós os humanos não tivessemos a percepção do Universo o Universo não teria razão de existir. Somos parte do Cosmos e somos aquilo que somos, nem mais nem menos. E que sejamos sempre assim!

No próximo ano, os CyberRunners estarão em Constância, vila que muito te diz, aí estarás connosco!



copia e coloca numa nova janela este endereço

http://marius708.com.sapo.pt/Cantores%20de%20Intervencao.html

Se gostas de música, aí terás muita que por certo te fará recordar muitos e bos momentos.

Tudo de bom!
Mário Lima a 21 de Maio de 2010 às 14:32

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