existe sempre alguém ...passo e fico como o universo...
29
Abr 13
publicado por alemvirtual, às 18:18link do post | comentar

Domingo, 28 de abril, Vila Nova da Barquinha

 

Organizado pelo Grupo de Cicloturismo Barquinhense decorreu a 6ª Edição do "Almourol à Vista", um Passeio/Maratona BTT com o Tejo e as suas margens  como cenário.

 

Como todos os apontamentos das provas em que participo, este não é um relato técnico nem profissional, mas o testemunho pessoal de uma recente amante da modalidade. Escapa-me, ainda, a terminologia própria, aquela linguagem específica que os "mais entendidos" adotam, pelo que os conceitos empregues podem não corresponder ao significado mais correto; são estes ruídos comunicacionais que deverão ser justificados face à imaturidade da prática.

Como em todas as provas, também nesta predomina a emoção de "estar aqui" e não a objetividade em si...

 

E nada melhor para começar, que recorrer às palavras com que, por hábito, se costuma terminar... Parabéns! Parabéns à organização. Parabéns aos voluntários. Parabéns aos colaboradores e apoiantes. Parabéns aos participantes. O evento trouxe vida, cor, alegria e desportivismo à região. Reforçou a capacidade organizativa e a mobilização de recursos e "boas vontades" de um pequeno (grande) clube. Foi (é em cada ano) um contributo para a afirmação da região, deste território tão encastrado nas margens do Tejo, no panorama dos desportos (e do Turismo) em Natureza. Fomenta o prazer da vida ao ar livre e da adoção de hábitos saudáveis. Promove o desporto, o respeito pela natureza, pelo ambiente e seus ecossistemas. Por um dia de grande valorização pessoal, bem hajam.

 

Cedo, bem cedo se abriram as portas do Secretariado da prova nas Piscinas Municipais da Moita. Dorsais levantados. Bolinhos, café e sumo tomados. Atletas alinhados e soa a partida.

Foram cerca de 600 os que se distribuíram pelos percursos de 35 ou 70 Km. Com um grau de dificuldade média, atribuído pela organização, partiu-se à descoberta (sim, que em cada ano, há sempre um trilho diferente) do verde e do azul...

Trilho da Azenha... com o canto da água do regato e a fresca sombra dos vales...

Trilho dos Pinheiros...com o aroma da caruma e o abraço das copas...

Trilho do Castelo...

Trilho da Água...

Trilho dos Espargos...

Trilhos, trilhos...pontes...escarpas...e...estradões...

 

 

 

 Autoria Pedro Gonçalves

Autoria (Desculpem, mas nãome lembro)

 

 E claro, de Carlos Vitorino!

 

Fotos, milhares de fotos em

 

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01
Abr 13
publicado por alemvirtual, às 18:54link do post | comentar

 

Depois de muito tempo sem participar em provas de atletismo, corri o Grande Prémio de Constância. Um ritual desde que a minha filha partiu. Eu e um grupo de amigos corremos em sua memória, aqui, na Vila Poema que é a sua última morada.

O tempo pouco importa...O tempo nada significa...Permanecem os ecos dos passos, ao longo do Zêzere, num dia ensolarado. Um dia risonho, tal como ela.

 

10Km em 1h 04 min e 20 seg.


22
Mar 13
publicado por alemvirtual, às 22:02link do post | comentar

"Meu caminho pode não ser o teu caminho. Contudo, juntos marchamos de mãos dadas" Khalil Gibran

 

Há muitos caminhos. Demasiados, quando a doença responde por um único nome: cancro. O meu caminho pode não ser o teu caminho, mas na partilha deste terrenos desconhecido, qual demónio sanguinário, atenuam-se alguns receios. Outros nem tanto. Precisamente porque existem muitos caminhos e, ainda mais, perguntas por responder.

Os medos enfrentam-se. Não se desvanecem apenas porque se foge, ou desvia a atenção. Continuam lá. Latentes, silenciosos, terríveis. "Quebrar o silêncio" (LPCC) é desvendar alguns trilhos do caminho desconhecido que só se faz percorrendo. Alguns quebram o silêncio, desde a primeira hora. Outros permanecem em silêncio, mesmo para além da "hora"...

 

O mistério da morte continua por revelar. O mistério da vida revela-se a cada passo. E na vida, a necessidade de segurança, de certezas, ainda que, apenas o certo, seja somente incerteza, impera.


Na fragilidade humana, no imediatismo tangível, ou no desconhecido intangível, existe a necessidade de algumas constãncias. Ainda que se necessite na mesma proporção de desafios e projetos. De partidas e chegadas. De portos de abrigo, após batalhas travadas; com o "eu", ou com os "outros". Existe a necessidade de raízes, de símbolos, de ritos e rituais que nos remetam para o lugar aonde pertencemos, para a família de onde provimos, para o espaço a que chamamos lar. Por isso, celebramos datas e momentos. Por isso, comunicamos através de símbolos. Por isso, assumem importância os memoriais. Estes são uma forma encontrada para fazer presente quem partiu. Os memoriais podem expressar-se em melodias, em poesia, em qualquer forma de expressão, ou simplesmente, em passos de corrida.

 

A Margaret partiu, mas ficou a necessidade da sua presença. Ficou a necessidade de recordar a sua luta, a constância da sua determinação de viver e vencer. Não houve, nem há lugar à cedência ao fracasso, à desistencia, à incapacidade. Quando a doença lhe roubou "os passos", decidi que os meus passos seriam também os dela. Desde há 5 anos que o faço. Tenciono continuar a fazê-lo. No início foram poucos os que me acompanharam. Hoje, muitos me dizem "corro com ela no pensamento".

 

Não poderia celebrar a Páscoa sem correr "em nome da Margaret". Dias antes de partir, confidenciou-me um sonho que tivera. Dançava... "E sabes, mãe, a sensação melhor que tive? Foi a de me sentir de pé".

 E de pé, de corpo e espírito vou correr em Constância em tua memória. Por ti e por todos aqueles que sabem "morrer de pé." Por todos aqueles que sabem "viver de pé". Com desassombro. Com transparência. Com coragem. Com honestidade. Sempre de pé, porque a vida não nos derruba. E a morte não nos faz esquecer a constância da necessidade de manter viva a tua memória.

Sempre de pé. E em passos de corrida, porque a única paragem será a derradeira. Até lá, temos muitas "Metas" para chegar e muitas "Provas" a vencer.

 

 

 


20
Ago 12
publicado por alemvirtual, às 00:12link do post | comentar

Dia 30 de agosto, 19 horas, na Igreja Matriz de Constância, dia do seu aniversário e véspera do 5º ano do seu falecimento, será celebrada missa em sua memória.

 

Quem se quiser associar nesta oração, será bem vindo. Quem o desejar poder trazer uma rosa vermelha ou cor de champanhe para colocar na sua sepultura.

 

Obrigada a todos

 


14
Jul 12
publicado por alemvirtual, às 23:04link do post | comentar

Entra pela janela os acordes dolentes do fado de Coimbra. Um "Rouxinol" canta a angústia de uma voz que se vai calando. Nas notas amarguradas da guitarra que chora, uma outra voz se vai apagando... Um Rouxinol que luta por um último suspiro de vida. Como se na noite escura procurasse um galho para abrigo do sofrimento que o envolve. É um Rouxinol que tem nome de Mãe. E aqui, longe e só, se procura estar perto, no desabafo das palavras e na união do pensamento que parte, em busca das memórias que ficam.

Breves momentos estes que transformam o trinado alegre das aves, em lamentos contidos de dor.

Procura-se sentido no fado, mas que sentido buscar neste fado do destino?

 

Debruçada no portão acenava uma despedida que não sabia tão perto. Um adeus que não adivinhava tão rápido. Uma luta entre o ir e o ficar, neste recanto de dor. E nasce de novo o "porquê"? Porque não ir apenas em paz?

Vida. Morte. Entre elas o fado...

E como em todos os fados, a solidão é a marca que teima em ficar. Só. Eu. Ela. Porquê?


02
Mai 12
publicado por alemvirtual, às 22:19link do post | comentar | ver comentários (2)

Dia 1 de maio. Dia do Trabalhador. Dia de todos os trabalhadores; daqueles que lutam diariamente pelo "pão para a boca" e daqueles que já lutaram por ele. Sem desistir; sem baixar os braços; antes erguendo-os, perante as adversidades da vida, das más condições, da opressão, ou da exploração. É em homenagem aos trabalhadores de hoje e aos que atribuíram significado a este dia, que o 1º de maio se assinala, um pouco por todo o lado. Também em lugares "perdidos" no tempo, que apenas a memória e o esforço de preservação da cultura dessas comunidades, mantém vivos, ou teimam em reavivar e reviver. Tal como na "Barreira da Bica".

 

Integrada nas comemorações do 3º Dia do Avieiro, decorreu ontem, dia 1 de maio a 1ª Estafeta Avieira. Organizado pela Associação para a Promoção da Cultura Avieira, o CCD o Alvitejo, o Industrial Desportivo Vieirense e as Juntas de Freguesia de Vale de Figueira e de Vieira de Leiria este evento desportivo uniu dezenas de atletas, ligando num percurso de 95 Km a Praia da Vieira e a Barreira da Bica. As equipas eram constiruídas por onze elementos, realizando percursos que variaram entre o mais pequeno da Praia da Vieira a Vieira (3 km), a percursos de 10 ou mais km.

 

Barreira da Bica, na freguesia de Vale de Figueira, é um lugar idílico, de um verde intenso na confluencia do Alviela com o Tejo. Aqui, existiu, em tempos não muito recuados, uma aldeia Avieira. Uma das muitas dezenas ao longo dos rios. Presentemente, aqui, placas identificativas assinalam o sítio exato onde existiam as "barracas" - termo com que os avieiros designavam as casas palafíticas que construíam para fugir à impetuosidade das águas, sobretudo em época de cheias - e o nome dos seus habitantes. A vida que inicialmente, aquando da sua migração da Vieira para as águas do Tejo e do Sado, a partir do século XIX,  era confinada ao espaço barco onde "nasciam e morriam", foi gradualmente instalando-se nas margens; as barracas cederam, pouco a pouco lugar às "casas" de madeira assente em estacas. O nosso imagético de  "barraca" contrasta em muito com o colorido intenso das mesmas. Mas agora, importa sobretudo dar "corpo" aos passos corridos num percurso simbolicamente batizado de "Estafeta Avieira".


Antes de se instalarem de forma permanente nas margens do Tejo e do Sado, os avieiros realizavam este percurso sazonal de ida e volta, partindo da Vieira quando os rigores do inverno e a bravura do mar lhes dificultava as artes de pesca, e quantas vezes roubando-lhes a vida, vindo procurar nas águas mais calmas dos rios o sustento. Partiam depois para a praia de origem. Constituíram comunidades de uma cultura vincada, própria, a qual (roubando as palavras de Alves Redol) poderíamos comparar ao povo cigano, nómadas em terra. Os avieiros eram "ciganos do rio".

Foram ficando...E ficaram as marcas da sua cultura...E essa cultura é parte integrante da nossa identidade, "povos" da Lezíria e da Borda d´Água.


A Cultura Avieira está em fase de constitiição de Candidatura a Parimónio Nacional e Imaterial da Unesco. "Descoberta" há alguns anos através de uma investigação no campo académico, rapidamente extravasou os limites desse estudo, agregando a si diversas áreas, entidades, associações e instituições. É um projeto de afetos e um projeto cativante. Cativa pela singularidade do seu objeto. Cria afetos pelos laços que se estabelecem e pela experiência completa de reviver os tempos árduos, mas simultaneamente felizes do povo avieiro.

 

A Estafeta, uma prova desportiva por etapas, privilegia o sentido de grupo, da luta da equipa pelo mesmo objetivo. Tal como os avieiros. Eram um grupo. Eram uma família. Eram uma comunidade. Hoje, tal como ontem, este sentido permanece, embora as condições de vida se tenham alterado. E para que esta cultura tão própria não morra, se passa "testemunho", se divulga e se preserva.

Na prova, o Testemunho passado de mão em mão, chegou à Barreira da Bica. Era um remo. Apenas um pequeno remo de madeira, réplica dos remos das bateiras que as mãos calejadas das mulheres avieiras manobravam.

Um prova em tudo simbólica, num dia igualmente simbólico de reencontro de avieiros, de convívio, de partilha e de reflexão. De renovação do firme propósito de fazer reviver a cultura dos "ciganos do rio". Para que a sua "vida" não morra e não morrendo, enriqueça a vida de todos quantos vivem. Hoje, amanhã e no futuro distante...

 

No próximo ano, a 2º Estafeta Avieira decorrerá, provavelmente, no sentido inverso "Barreira da Bica", ou outro lugar avieiro (Patacão, por exemplo) até Vieira de Leiria. Quem sabe, as duas equipas deste ano poderão ser multiplicadas por muitas outras. Gente amante do atletismo e apaixonada pelo nosso património, tangível e intangível.

 

Já nos imaginámos a fazer uma corrida de regresso ao passado? Pois foi o que aconteceu, ontem. Regressámos ao passado através dos passos de corrida dos atletas e de muitas outras atividades que não cabem, propriamente, numa crónica de corrida de uma pseudo atleta, emocionada na linha da Meta e de uma apaixonada pelos pescadores de Borda d´Água, na linha de Partida.

 

A todos os elementos organizadores e aos que apoiaram a sua concretização, sem esquecer o imenso trabalho voluntário desenvolvido, um agradecimento especial. Permitam sublinhar a ação dinamizadora do senhor José Gaspar, de Vale de Figueira e membro da Associação para a Promoção da Cultura Avieira.

Decorreu tudo (e foram várias as atividades) de forma excecional. Os sentimentos recorrentes eram "estou feliz" e "acredito no renascimento da cultura dos meus avós, dos meus pais e na recordação da minha meninice".

 

A Barreia da Bica não é só frescura, água e verde. Neste dia, foi corrida, peixe frito e pão caseiro, vinho tinto e muitas histórias de sorrisos.

 

 

 

 

Parabéns aos atletas. Parabéns à Organização. Reconhecidamente gratos aos apoios e patrocínios. Para o ano haverá mais! Contem comigo.

 



31
Mar 12
publicado por alemvirtual, às 15:22link do post | comentar


Emblemático é o Castelo. Emblemático será o enquadramento "cénico" de recriação medieval que alunos e professores da Escola Luís de Camões de Constância levarão a cabo, no próximo dia 1 de abril, à passagem dos atletas participantes na 3ª edição dos Trilhos do Almourol, por esta sentinela de pedra.

O Castelo de Almourol situa-se no concelho de Vila Nova da Barquinha num ilhéu rochoso no leito do Tejo, nosso rio. Em tudo faz apelo ao imaginário; as lendas que o envolvem; a paisagem verde e o matiz azul das águas; as aves que esvoaçam; as distantes notas sarracenas e as lutas da reconquista.

Um pouco acima desta linha de água, outrora estrada líquida, uma linha férrea que
liga rapidamente a capital ao coração do Ribatejo e da Beira Baixa. Uma linha que parte daquele que é o maior entroncamento de vias férreas do país e, por isso mesmo, terá dado origem à cidade do Entroncamento. Entroncamento, concelho vizinho, daquele que ostenta a jóia de todos os castelos templários.

A imagem desta cidade está ligada aos "fenómenos", uma criação imagética com um
misto de verdade e aos caminhos de ferro. Se é verdade que o concelho possui um
micro clima, solos "estranhamente" férteis e uma hidrografia generosa, não é menos verdade que possui no seu reduzido território um património natural, circundante, de grande beleza, sítios arqueológicos (nas imediações) que remontam ao Paleolítico Inferior (como é o caso da Ribeira da Ponte da Pedra) e um Museu único no género, com diversos núcleos museológicos espalhados pelo país - Museu Nacional Ferroviário.

Mas o Entroncamento não é só a "terra dos fenómenos" ou a "terra dos comboios".
Seja como for, tanto uma como a outra temática poderiam estar na origem da criação
de um Parque Temático que atraísse, quer turistas nacionais, quer estrangeiros, mercê da sua localização privilegiada, das excelentes acessibilidades e do contexto atual de tendência de crescimento no setor turístico.

Porém, isto é apenas uma divagação...

Certo, certo é que o Entroncamento, no próximo fim de semana atrairá muitas centenas de visitantes, entre atletas, família e amigos que, motivados por um grande
acontecimento desportivo, por aqui permanecerão. Turismo Desportivo. Pois seja.
Turismo Desportivo, outra forte possibilidade de afirmação, ou não fosse de ano para ano, os Trilhos do Almourol o sucesso que tem sido.

Promovido pelo CLAC (Clube de Lazer e Aventura e Competição), os Trilhos do Almourol integram um conjunto de três provas, entre a Maratona de Trail, os Mini Trilhos, num percurso de 21km e uma caminhada de 14 Km. Devem o seu sucesso, não só à beleza paisagística em si e ao enquadramento cultural criado, mas também
(ou será sobretudo?) à excelente organização dos sues mentores.

Nada é deixado ao acaso e tudo é (e está) previsto nos mínimos pormenores Porque os detalhes podem ditar a fidelização dos participantes, o CLAC, aposta no rigor do planeamento e da execução, nos apoios e, sobretudo, na entrega dos seus atletas a esta "causa".

A toda a organização desejo a continuidade do sucesso alcançado nas anteriores edições. Felicito a equipa pela dinâmica, pela promoção do desporto e da região.

Um destaque especial ao José Brito e à Otília Brito; bem hajam pelo trabalho desenvolvido, pela capacidade de envolver e agregar vontades.

Boas corridas!

No próximo fim de semana, saibamos todos, entroncamentenses, dar um férreo abraço aos que nos visitarem. No sorriso, na palavra, na informação, no acolhimento. Saibamos receber. À chegada, "seja bem vindo"; à partida "volte sempre". E provavelmente, voltarão...


17
Fev 12
publicado por alemvirtual, às 16:19link do post | comentar | ver comentários (10)

Carta aberta ao Presidente da Câmara e um apelo a mais manifestos, junto dos mesmo através do email geral@cm-constância.pt

 

 

 

Exmº Sr. Presidente

Foi uma consternação quando soube, hoje, que o Grande Prémio da Páscoa de Constância tinha sido cancelado. Telefonei de imediato e ouvi a sua confirmação.
Uma opção inscrita nas contenções orçamentais

Uma das provas mais emblemáticas, sem dúvida, do nosso calendário desportivo, não só pela envolvente paisagística, mas também pela quadra e pela afetividade com que todos os praticantes de atletismo, desde os mais jovens aos "resistentes" com muitas rugas no rostos, eram acolhidos na Vila Poema. 

Contava mais de duas décadas... 

Permita-me que, além de manifestar a frustração pelo cancelamento enquanto amante da modalidade, expresso a minha tristeza pelo imenso significado afetivo que correr em Constância, em memória da minha filha significava para mim. Algo irrisório, é certo para os demais, mas não para o grupo que anualmente me acompanhava nesta homenagem. 

Apelo a que o Grande Prémio da Páscoa de Constância se realize. A não se realizar, deixará um vazio imenso no quadro do atletismo nacional. Uma tradição que importa manter. Um evento desportivo que pela sua importância, marca e originalidade integra o nosso património e a identidade de Constância.

Em meu nome e no de muitos atletas com quem tenho falado, julgamos que a inscrição sob um determinado preço, poderia ajudar a colmatar as despesas inerentes e, por ventura, reverter a decisão tomada. É esse o meu apelo.

Não deixe que o Grande Prémio de Constância morra. Há tradições indissociáveis das festividades do concelho e de Nossa Senhora da Boa Viagem. Esta é uma delas. Constância é poema, mas também é arte, beleza e desporto. A sua identidade é a constância de ser Constância.

Com os melhores cumprimentos.

Ana Paula Pinto

25
Dez 11
publicado por alemvirtual, às 23:31link do post | comentar | ver comentários (2)

Inscrição feita! Agora é treinar :-)

 

 

1 de Abril de 2012


18
Dez 11
publicado por alemvirtual, às 20:30link do post | comentar | ver comentários (3)

A importância das coisas é sempre relativa. A interpretação de palavras, gestos ou ações dependem, em muito, do contexto e da carga afetiva e emocional com que se percecionam e se lhes atribui.

Há meses que não escrevo nada nos blogs. No entanto, verifiquei que, intencionalmente, ou não, muitas pessoas continuam a "visitar" este espaço.

A todos os que de alguma forma interagem comigo quero expressar votos de Boas Festas. Que esta quadra natalícia (independentemente do seu significado religioso, que será o que cada um quiser que seja) marque positivamente a todos. Seja oportunidade de reflexão, de renovação e construção de novos caminhos e novos rumos, pessoal, familiar e socialmente; que as vivências menos boas, constituam oportunidades de melhoria e delas saibamos retirar o que de bom possam ter significado; que, cada um de nós, encontre a motivação no seu íntimo e no seio do seu núcleo para seguir novos ou antigos projetos.

 

Por mim, agradeço o apoio dos amigos mais, ou menos chegados do "mundo da corrida" que, ainda que dele me tenha afastado, não se afastaram de mim. Não faço promessas vãs de regresso aos treinos e às corridas, mas fica a intenção de encerrar um ano "velho", começando novos projetos. Termina 2011 com poucas participações em provas, mas começará 2012 com um outro significado e, quem sabe, mais um recomeço. Insistir, persistir e não desistir, um lema para tudo na nossa vida. 

 

Boas corridas.

 

Festas Felizes.


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