existe sempre alguém ...passo e fico como o universo...
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Out 07
publicado por alemvirtual, às 08:19link do post

 

Todos os dias, a tia canta para ti, junto da tua sepultura - embalando o vazio em carícias tantas vezes tocadas-  um fado em jeito de canção de embalar.

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Conta  a lenda de uma alga pequenina que, deixada na areia da praia, se transforma numa menina. Tu és a nossa menina, a nossa alga pequenina que ganhou vida, a nossa estrelinha caída na Terra...

Tu és, agora, um brilho acrescido no céu, a  pequena alga que o mar reclamou...

Mas nem o céu, nem a terra, nem as profundezas do mar roubam de nós a recordação do teu rosto de boneca.

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Há vários dias que não consigo treinar. Nem um só metro a correr. Mas tenho um plano de corridas a cumprir e gostaria muito de o concretizar...sem treinar? Falta-me a tua força. O mar era um plácido  lago, perante a intensidade e a tua força de viver.

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Paula, os teus últimos textos (e fotos) aqui no blog deixados têm-me deixado... em silêncio, sem saber que palavras dizer sem soarem ocas e inúteis ou até inadequadas e inoportunas, mas tenho sempre estado aqui a ouvir-te quando tu queres "falar".

Hoje, também não vou dizer grande coisa (ou tavez o seja). Deixo um poema de Isabel Lamas, feito canção pela música e voz de Carlos Vidal, e sobre o qual há uns 4 anos atrás apanhei a Maf na cama a chorar quando a tinha deixado a ler, e ao perguntar-lhe o porquê, ela pousa o livro e com os olhos cheios de lágrimas diz-me a soluçar baixinho como um adulto:

- é que esta história, mãe, é tão triste ..... (6 anos tinha ela nessa altura)

Falei-lhe da vida, do que não podemos ter, do que parte para estar melhor, mesmo que longe de nós, mesmo que o nosso egoísmo preferrisse que ficasse só connosco: Fiz-lhe ver que há coisas que para o seu bem e estarem melhores, não podem estar aqui na nossa mão, estarão melhores lá longe, e mesmo assim estão lá! Continuam nossas! São nossas, são do mundo.

Não sei se percebes o que quero dizer, se compreendes ou se acharás disparatado e despropositado. Mesmo correndo esse risco, deixo-te este doce e maravilhoso poema:

A Lua

Subi ao céu
Sem ninguém ver
E trouxe a Lua
Para a esconder
Queria guardá-la
Só para mim
Dar-lhe miminhos
Beijos sem fim

Olhei para ela
Estava a chorar
E então fui pô-la
No seu lugar
Agora à noite
Olho para o céu
Sorri-me ela
Sorrio-lhe eu.

-------------

Paula, descrente de tanta coisa como sabes que sou, numa coisa acredito:

A Margarete está lá no céu a sorrir-te, e vai querer ver-te sorrir também! A sua força está contigo Paula, trá-la tu dentro do teu peito, não a sentes?

Um beijinho Paula
e quando quiseres, para o que quiseres, ... sabes onde e como me encontares

Ana
Ana Pereira a 11 de Outubro de 2007 às 22:57

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