existe sempre alguém ...passo e fico como o universo...
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Jun 07
publicado por alemvirtual, às 19:35link do post | comentar | ver comentários (5)

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades (algumas...)

 

No Campo de Santa Clara, protegidos da chuva fria e inusitada deste inconstante mês de Junho pela imponência do Panteão Nacional, aguardávamos o início do XIII Grande Prémio de Atletismo - Corrida da Liberdade de S. Vicente de Fora.

Correu-se sob a égide da Liberdade, em ruas com história, num dia com história... correu-se nas íngremes e velhas estradas da Lisboa antiga... da "Lisboa de outras eras, dos cinco réis, das esperas e das touradas reais..." da Lisboa do cheiro a manjerico, dos vasos e grinaldas à janela, dos becos e recantos engalanados para os populares arraiais, em vésperas do Santo Padroeiro. O Santo Casamenteiro, o venerável santo português ou de Pádua (dirão alguns...). Quase em noite de Santo António, já se erguem os altares, já se acendem os fogareiros, já cheira a sardinha assada fumegante numa fatia de broa...  

 

Hoje, pelas páginas escritas a pedra da nossa história, embrenhámo-nos no passado de Lisboa, subindo e descendo ao sabor dos caprichos das ruelas. Recordo-me da Rua do Sol à Graça que subi e da Rua da Voz do Operário que desci...das pessoas com roupa domingueira às portas da Igreja de S. Vicente de Fora...(mais um monumento que somei aos que ainda desconheço).

Difícil esta prova. Curta mas exigente.  Nós, povo de "peito ilustre lusitano", não esmorecemos. Foram 3 Km de prova para os Veteranos. Até o sol apareceu envergonhado. Não querendo ficar atrás do esforço desumano de quem a seus pés desafiava a inclinação de uma das sete colinas da Princesa do Tejo, deixou o esconderijo das nuvens brancas e brilhou com todo o seu esplendor.

No dia que celebra o poeta do Amor, o poeta da exaltação dos épicos feitos do passado, celebrou-se o encontro das gentes francas e simples em resposta ao "convite" da Junta de Freguesia de S. Vicente de Fora.

 

Não cantámos Camões, mas sem dúvida que honrámos o bom nome de Portugal. Sim. Honra de pequena expressão, é certo, mas as pequenas obras também são obras valorosas. Aqui, no Campo de Santa Clara houve fraternidade e um convívio salutar.

Eu gosto das "pequenas" corridas. Não falo de distâncias, mas de coisas singelas e simples...para mim, há grandiosidade na sua pequenez. São estas as que mais me agradam.

 

"Sereia pequenina que Deus guarda ao pé do mar". Hoje, fui uma pequena sereia que, saltando das vagas brandas do Tejo, correu nas ruas da cidade.

 

Ao meu clube, "obrigada". Só vós sabeis como isso foi importante para mim.

Trouxe comigo, para memória futura, um troféu correspondente a um 2º lugar no Escalão I de Veteranas.

 

O Panteão

 

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A Partida

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Os Prémios

 

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Eu e um companheiro que, embora já tendo realizado a sua prova, quis juntar-se aos "velhotes" e acompanhá-los, incentivando e apoiando com um entusiasmo incrível (Obrigada Fernando)

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A minha "chefe", como eu lhe chamo. Fui buscá-la depois de a ter "abandonado" uns minutos antes. Obrigada Adelaide pelo teu apoio incondicionável e pela tua compreensão

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Os eléctricos antigos, nas ruelas estreitas

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Um arco sob a estrada: Mosteiro de S. Vicente de Fora. Ao longe, o Tejo...sempre o Tejo aos pés de Lisboa

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O jardim sobranceiro ao local de partida - Campo de Santa Clara

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Painel de azulejos à entrada do Clube do Sargento da Armada 

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