existe sempre alguém ...passo e fico como o universo...
04
Mar 09
publicado por alemvirtual, às 12:07link do post | comentar | ver comentários (3)


As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
.........

(Fado Chuva - Mariza)

 

49 minutos de corrida à chuva e ao vento,  bebendo o encanto da paisagem.

 

Capuchos... Lembranças de frades, mosteiros e conventos...de noites alumiadas por velas e de vozes angelicais em cantos gregorianos...claustros templários...cheiros de antigamente...

E os cheiros de agora, deste mar que vislumbro lá em baixo. Que se confunde com o cinzento do céu. Que se revela na linha branca da espuma... Capuchos, Convento, sopé, colina, promontório...Pedaços únicos de recortes na costa Atlântica...

 

Eu corro. O vento sopra. A chuva suave beija-me o rosto. Não canto, mas encanto-me com a magia destes momentos. Sou quase feliz. Talvez seja mesmo feliz. Liberto-me na corrida e na manhã agreste. Liberto, então,  a voz que canta:

 

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera....

 

Domingo, não correrei acima do mar como agora...

Chuva_2.jpg picture by rainbow1986

 


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