existe sempre alguém ...passo e fico como o universo...
04
Jul 10
publicado por alemvirtual, às 15:58link do post

"...Tenho um sonho..."(Martin Luther King)

 

Sempre fui apaixonada por sonhos. Mesmo quando a vida transformou os dias em pesadelos e as horas em angústia. Mesmo nessas horas tinha sonhos. E eram sonhos lindos. 

Há sonhos que não se podem viver. Por isso se chamam sonhos. E também por isso permanecem em nós, como se o real não tivesse acontecido, como se a vida pudesse ser apenas a cor dos sonhos que se buscam. Eu sonho em tons de azul. Do azul da minha estrelinha que passou na vida sonhando com a própria vida. Continuo a sonhar com ela. Continuo a sonhar por ela. Sonho com aqueles que estão aqui, com outros que estão além, com aqueles que nem conheço. E com todos eles e por todos eles se sonha...

 

Também eu continuo a acreditar que, um dia, a minha terra, o meu país e o meu mundo tornarão possível os sonhos das gentes simples. Daqueles que sem terem voz ousam gritar, dos que sem terem vez ousam esperar, dos que sem terem força nunca fraquejam. Por esses, por todos os que sonham e por todos os que já não ousam sonhar, correu-se esta manhã na cidade. Contra a pobreza, a exclusão, a dor e a solidão.

 

Há causas que nos ligam à vida. Há vidas que nos ligam a causas.

 

"Correr pela Inclusão Social", nos 512 anos das Misericórdias de Portugal. Eu, entre, cerca de 6 mil rostos que ainda acreditam que há causas que valem a pena. São múltiplas as contidas na frase "Pela Inclusão Social". Aqui cabem todas as diferenças, contra todas as indiferenças. Há algumas a que sou particularmente sensível: a integração social da pessoa com doença ou deficiência mental; a pobreza disfarçada; a solidão em fim de vida...

 

E há pessoas que pautam a sua vida pela ajuda a quem precisa. Hoje ouvi dois nomes que muito me sensiblizam: um, o da Drª Maria Barroso, o outro, um ícone do Atletismo, Rosa Mota. Se a um associamos imediatamente uma acção profunda no campo social, ao outro associamos conquistas e vitórias, esforço e sorrisos. E é este misto de serenidade e humanismo, de lutas e ternura, de lágrimas veladas e afectos algo contidos que emana dos nomes e das figuras. E elas, simbolicamente, marcaram presença em Lisboa.

 

Lisboa, cidade que já transpirava nos 30º pelas 10 horas da manhã. Cidade cosmopolita que se vestiu de verde luminoso como a esperança das gentes que têm sonhos. Um evento desportivo com uma excelente organização. Se não nos cativasse a causa, cativar-nos-ia o ambiente festivo, o colorido dos milhares de atletas nas ruas, os prémios atractivos, a facilidade do percurso. E claro, a sensação gratificante que se sente ao chegar como se de um dever cumprido se tratasse. 

Corri lado a lado com cadeiras de rodas, com referências a Centros de Reabilitação Física e Social. Com meninos e idosos. Corri com eles por que não posso correr por eles. Mas, todos juntos, podemos continuar a gritar, do cimo de uma varanda (que podia muito bem ser uma varanda de Lisboa): "Tenho um sonho".

Para que nunca sejam esquecidos. Para que sempre sejam lembrados. Correr pela inclusão social.

 

Eu, o António, o José Magro e a Maggui demos as mãos e cortámos a Meta aos 55 minutos e alguns segundos.

 

Eu tenho um sonho...dar as mãos é parte dele.

 

                                Vista do Parque Eduardo VII - Lisboa

Adelaide

 

A chegar à meta

António e José Magro

Drª Maria Barroso e Rosa Mota

Fotos em http://www.ammamagazine.com/


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