existe sempre alguém ...passo e fico como o universo...
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Abr 07
publicado por alemvirtual, às 09:25link do post

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A camisola laranja é minha e uso-a bastantes vezes. A branca também é minha, mas nunca a usei. Percebe-se porquê…

Foi uma oferta…

 

 
Falemos de prémios em provas desportivas, particularmente, das tradicionais t-shirts…
 
Desconheço quem procede à escolha e aquisição das “camisolas”. Desconheço o circuito que medeia entre o pedido de apoios e patrocínios até à entrega individual aos atletas. Mas conheço uma realidade: regra geral, as t-shirts não servem os objectivos que, supostamente, norteiam a sua atribuição, ou seja, a divulgação e promoção do bom-nome dos clubes e provas desportivas, a par das entidades que, louvavelmente, apoiam estas iniciativas.
Porquê? Porque para publicitar, divulgar e promover junto do maior número de pessoas possível quer os eventos quer as empresas patrocinadoras é necessário vestir a camisola. Ora, tal acto torna-se impraticável ou, pelo menos, nada confortável se o corpo da pessoa em questão for, por exemplo, um adulto para um tamanho S ou M e tiver recebido um exemplar L, XL ou mesmo XXL. Isto já sem referir que os “tamanhos grandes” são mesmo exageradamente grandes para a estatura média do povo português.
Assim sendo, não resta outra solução ao atleta que não seja guardá-la numa gaveta esquecida. Seja qual for a solução encontrada para o destino da dita t-shirt, não serve o objectivo inicial da sua oferta.
Por último, não serve sequer como recompensa, ou então é como um presente amargo, já que qualquer um se sente frustrado perante algo tão desajustado à sua pessoa. A oferta que se reveste de um carácter tão prático e funcional como uma peça de roupa, assume nestas alturas a distância dos brinquedos de há várias décadas atrás…ofereciam-nos…eram lindos…queríamo-los…mas…Não! Não se mexe. Não é para estragar! Tornavam-se inacessíveis diante dos nossos olhos.
Pensando em crianças, convém sublinhar que a situação dos tamanhos desproporcionados das t-shirts para o corpo da pessoa que a recebe, se torna bem mais frustrante se acontece com uma criança. A criança vive no imediato, no agora. Os estímulos (sejam eles positivos ou negativos), os reforços ou punições devem decorrer da acção praticada, sem hiatos de tempo. Como é que uma criança processa aquela informação de “Toma lá uma camisola, é a recompensa pelo teu esforço e empenho…mas olha vais vesti-la quando tiveres 23 anos, se o teu padrão de crescimento se situar acima da média”.
Por outro lado, o acto tão meritório dos apoios e patrocínios também é gorado, de alguma forma, pois o nome do “benfeitor” nunca verá a luz do dia.
 
Pois, este tom jocoso não é para melindrar, magoar ou desrespeitar ninguém. Foi a forma com que naturalmente saiu esta crítica que pretende ser construtiva.
Penso que, se há t-shirts, então que se adquiram mais ou menos de acordo com os utilizadores. Não deve ser tarefa impossível.
Sendo recorrente a situação acima descrita é um desperdício de verbas que deve ser corrigido.
 
Por mim, bastaria uma folha de papel (à qual se chama Certificado). Seria o suficiente para recordar e provar (sim que isto de não precisar de provar nada a ninguém, não é bem assim…quanto mais não seja, a mim mesma quando, no futuro, as recordações do mundo da corrida começarem a ser cada vez mais ténues) que um dia, eu estive lá.

 

 


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