existe sempre alguém ...passo e fico como o universo...
19
Abr 07
publicado por alemvirtual, às 08:26link do post

(foto retirada de: pwp.netcabo.pt/johny/gintonico/cravos.jpg)

 

Por vezes, quando se gosta de algo há a tendência para estabelecer comparações ou analogias entre conceitos, ideais ou valores.

Apercebi-me que, ultimamente, comparo muitas vezes a corrida e tudo o que a envolve a situações da vida quotidiana, do real e da sociedade.

Foi o que me aconteceu, hoje, ao reflectir um pouco sobre o significado que a Revolução de Abril teve ontem e aquele que assume hoje, sobretudo para as gerações pós-fascismo.

 

Há 33 anos atrás, alguém organizou uma corrida diferente. Chamaram-lhe "Corrida pela Liberdade".

O povo acorreu em massa, ao chamamento. Concentrou-se. Sentiu a adrenalina invadir-lhe o sangue...inundar-lhe as veias...o coração acelerado, batia ao compasso da expectativa do momento...

Soou o tiro de partida aos acordes melodiosos de palavras cantadas, versos em bocas de poetas e sonhadores...

O pelotão avançava enérgico, compacto, imenso...

Muitos se foram juntando, aplaudindo e incentivando. Chorava-se de emoção, de alegria mal contida, refreada por anos de espera, chorava-se de esforço...

Sonhava-se o caminho, projectava-se um percurso fecundo de paz e de pão...

 

Mas alguns deturparam o caminho. Pouco a pouco tomaram atalhos...surgiram atropelos...agudizaram os trilhos. Já não corriam connosco. Corriam por outros caminhos e outras estradas confusas conduziram-nos à libertinagem, à tirania do mais forte, à subjugação do mais fraco, à violência gratuita, ao vandalismo e a outros contra-valores.

 

E o pelotão, outrora compacto, foi-se dispersando e muitos ficaram pelo caminho...

 

A prova continua em aberto e renova-se em cada ano, em cada dia e em cada momento...

Aceitam-se participantes de todos os escalões sem inscrição prévia. Basta querer.

O prémio é alicitante e chama-se "Liberdade".

 

(Nota da Organização:

- É uma corrida contínua

- Os atletas mais experientes devem ensinar os principantes a dosear o esforço para não haver desistências nem acidentes no percurso

- Não precisam de atestado médico nem de robustez física

- Garante-se uma sólida formação moral e prémios para todos

- O prémio recebe-se à partida

- Deve-se conservar intacto o prémio, durante todo o percurso

- No final da prova deverão fazer entrega do seu testemunho ao atleta que lhe suceder)

 

 

Para reflectir: Como é que eu vivo os ideiais de Abril, na minha vida? Que valores persistem? Qual é o meu testemunho?

 

 

"Em toda a parte só se aprende com quem se gosta."

Johann Goethe

 

 



Portugal sempre foi um pais onde a palavra liberdade nunca existiu...
Sempre existiu clientelismo, opressao, arrogancia vaidade, egoismo, loucura, mentira, estupidez...
já Ramalho Ortigão o dizia, nas Farpas

Sempre existiu um povo que gosta de se deixa enganar, que se deixa levar por politicos mentirosos... e quando se demonstra que esses politicos os enganaram, defendem-nos com unhas e dentes, atacando quem os desmacara...

Liberdade é utopica... ela esta dentro de nós... mas não existe fora de nós...

Beijinhos
Mikerinos
Pedro de Sousa a 19 de Abril de 2007 às 17:58

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